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Monique Lobo
Publicado em 28 de novembro de 2025 às 20:15
Mais de 500 pessoas foram mortas em ações policiais em Salvador e Região Metropolitana (RMS). É o que aponta um relatório do Instituto Fogo Cruzado, que mapeia a violência armada no país. A marca foi batida na última terça-feira (25), quando o número de mortos em ações policiais chegou a 501. >
O número apresenta um crescimento de 5% comparado ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 477 mortos em ações policiais. A marca de 500 mortes também chegou mais cedo esse ano, enquanto em 2024 ela só foi atingida no dia 19 de dezembro, 24 dias depois. >
Mortes em ações policiais geraram protestos
O número de chacinas policiais também aumentou em 2025. De acordo com o instituto, foram 25 delas em Salvador e RMS, com 95 mortos. Já em 2024, foram 13 chacinas policiais com 46 mortos no mesmo período.>
O instituto também catalogou o perfil das vítimas. A maioria, ou 98%, eram homens. Apenas sete eram mulheres. O relatório também apontou que 97% deles eram adultos, 2% adolescentes e 0,1% idoso.>
No dia 28 de setembro, o adolescente de 16 anos, Caíque Reis, foi morto no bairro de São Marcos. De acordo com moradores, ele foi baleado pela polícia mesmo depois de estar rendido com as mãos na cabeça. Moradores também revelaram que ele era estudante e barbeiro. >
No dia 8 de julho, dois jovens foram mortos a tiros na localidade Canto dos Pássaros, na Estrada do Cetrel, em Camaçari, na RMS. Segundo familiares, Gilson Jardas de Jesus Santos, de 18 anos, e Luan Henrique Rocha de Souza, de 20 anos, foram baleados por policiais em frente a casa da família de Gilson, após serem abordados por agentes em uma viatura. >
No dia 13 de abril, a estudante universitária Luiza Silva dos Santos foi morta durante uma ação da polícia no Bairro da Engomadeira. Ela tinha acabado de voltar da casa de uma amiga quando foi baleada na barriga. >