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Wendel de Novais
Publicado em 27 de maio de 2026 às 07:14
Após ser liberado para prisão domiciliar por um desembargador e fugir em 2020, Gerson Palermo, apontado como um dos principais nomes do Primeiro Comando da Capital, foi preso nesta terça-feira (26). O paradeiro do traficante acabou sendo descoberto durante as investigações sobre o sequestro da própria filha. As informações são do g1. >
Palermo foi capturado em Santa Cruz de la Sierra, durante uma operação conjunta entre a Polícia Federal, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e a força antidrogas boliviana FELCN. As investigações começaram quando Gabrielly Sanches Palermo, de 25 anos, filha do traficante, foi sequestrada em 2025. >
Gerson Palermo é um megatraficante do PCC
Conforme o Ministério Público sul-mato-grossense, ela teria sido mantida em cárcere para pressionar a família a pagar uma dívida relacionada ao tráfico internacional de drogas. Segundo os investigadores, os valores exigidos variavam entre 100 mil dólares e 200 mil euros. >
O caso passou a ser apurado pela Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras). De acordo com a denúncia, Gabrielly foi mantida em cativeiro em Campo Grande, enquanto os sequestradores enviavam imagens dela amarrada para familiares e faziam cobranças pelo resgate. >
A jovem foi resgatada pela polícia no bairro Moreninhas, em 25 de outubro de 2025. Depois de ser libertada, contou ter sofrido agressões físicas durante o período em que ficou presa. O marido dela também teria sido ameaçado pelos criminosos. >
Desembargador concedeu prisão domiciliar para megatraficante
Um dos suspeitos do sequestro, identificado como Reinaldo Silva de Farias, acabou preso em flagrante. Conforme as investigações, ele era responsável por manter contato com a família para negociar o pagamento do resgate. >
Com o avanço das apurações, equipes do Garras e da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) passaram a atuar em conjunto com a Polícia Federal e autoridades bolivianas. A troca de informações permitiu localizar Gerson Palermo escondido na região de Santa Cruz de la Sierra. >
Segundo a Polícia Civil, o monitoramento durou meses até a confirmação do paradeiro do traficante e a realização da operação que terminou com a prisão do chefe do PCC. >