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Wendel de Novais
Publicado em 22 de maio de 2026 às 09:10
A Justiça de São Paulo negou o pedido da defesa do coronel Geraldo Leite Rosa Neto, 53 anos, que tentava obter a absolvição sumária no processo em que ele é acusado de matar a esposa, a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos. As informações são do Uol. >
A decisão considerou o fato de não haver mudanças no caso desde o recebimento da denúncia. Segundo a Justiça, o pedido da defesa exigiria análise aprofundada das provas e dos fatos apresentados na investigação, algo que só poderá ocorrer após a produção completa das provas ao longo do processo. >
Gisele foi encontrada com tiro na cabeça
Na mesma decisão, foi rejeitado o pedido da defesa para anular informações obtidas em um Inquérito Policial Militar (IPM). Segundo a juíza do caso, não houve compartilhamento irregular de provas, mas apenas o uso de informações preliminares que ajudaram na formação da denúncia apresentada pelo Ministério Público. >
A Justiça marcou cinco dias de audiência de instrução e julgamento, fase em que testemunhas serão ouvidas e novas provas serão produzidas antes da definição sobre o envio do caso ao Tribunal do Júri. Entre os depoentes estão policiais militares, peritos, o delegado responsável pelo caso, testemunhas protegidas, familiares da vítima e a filha da soldado, que prestará depoimento especial. >
O interrogatório do tenente coronel está previsto para o dia 5 de julho. >
Geraldo Neto é suspeito por morte de Gisele Alves
Crime bárbaro >
O caso ganhou repercussão após a morte de Gisele Alves Santana, encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde morava com o então tenente-coronel, em fevereiro deste ano, em São Paulo. Inicialmente, Rosa Neto afirmou que a companheira teria cometido suicídio, mas a versão passou a ser contestada pelos investigadores. >
A investigação aponta que o oficial teria tentado alterar a cena do crime para sustentar a hipótese de suicídio. Preso desde março, ele responde por feminicídio e fraude processual. No fim de abril, o Superior Tribunal de Justiça decidiu que Rosa Neto será julgado pela Justiça comum e submetido ao Tribunal do Júri. O entendimento reconheceu que o caso não possui natureza militar, deixando a decisão final nas mãos de jurados populares.>
Mesmo preso, o coronel foi colocado na reserva da Polícia Militar de São Paulo com direito à aposentadoria proporcional. Antes da prisão, o salário bruto do oficial era de cerca de R$ 28,9 mil. Com a transferência para a reserva, a remuneração estimada gira em torno de R$ 21 mil mensais. >
Imagens mostram movimentação no corredor após morte de Gisele