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Bilhetes em esgoto de presídio e empresa de fachada: a investigação que levou Deolane Bezerra à prisão

Polícia aponta uso de contas pessoais e empresariais para ocultar origem do dinheiro

  • Foto do(a) author(a) Wendel de Novais
  • Wendel de Novais

Publicado em 22 de maio de 2026 às 08:44

Com lembranças de alto valor, festa de 9 anos da filha de Deolane reforça tendência de celebrações personalizadas e luxuosas.
 Deolane Bezerra Crédito: Reprodução/Instagram

A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na quinta-feira (21) durante uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Batizada de Operação Vérnix, a investigação começou há cerca de sete anos e também tem como alvo Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado pelas autoridades como líder da facção criminosa. As informações são do g1.

Segundo os investigadores, Deolane teria atuado como uma espécie de intermediária financeira da organização criminosa. A suspeita é de que ela recebesse recursos em contas pessoais e empresariais, misturando os valores com dinheiro de origem legal para dificultar o rastreamento das quantias ligadas ao crime organizado.

Bonecas realistas serão brinde no aniversário da filha de Deolane. por Reprodução/Instagram

A apuração teve início em 2019, depois que agentes penitenciários encontraram bilhetes manuscritos escondidos em celas e até na rede de esgoto da Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista. Os manuscritos continham ordens internas do PCC, contatos de integrantes da facção e referências a ataques e ações violentas.

De acordo com o Ministério Público e a Polícia Civil, a análise do material levou os investigadores a identificar uma transportadora localizada em Presidente Venceslau, nas proximidades do complexo penitenciário, que seria usada como empresa de fachada para movimentar recursos da facção.

Mansão de Deolane Bezerra por Reprodução

Ainda conforme a investigação, a empresa realizava repasses para contas de terceiros numa tentativa de esconder a origem ilícita do dinheiro. Duas dessas contas estariam ligadas a Deolane. Os investigadores afirmam que parte das movimentações financeiras acontecia por meio de depósitos fracionados em espécie. O dinheiro sairia do caixa da facção, passaria pela transportadora e depois seria direcionado para contas relacionadas à influenciadora.

A polícia sustenta que o esquema utilizava uma rede de transferências entre pessoas físicas e jurídicas para dificultar a identificação da origem criminosa dos recursos, prática conhecida como “dissimulação” financeira.

Tags:

Crime Pcc Operação Deolane Bezerra