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Dono do 4° maior supermercado do Brasil defende fechamento total aos domingos: 'Bom para todos'

Pedrinho BH diz que medida reduziu a rotatividade de funcionários no Espírito Santo e defende folga fixa aos domingos no varejo

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 12 de maio de 2026 às 07:59

Pedro Lourenço
Pedro Lourenço Crédito: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

O empresário Pedro Lourenço de Oliveira, conhecido como “Pedrinho BH”, passou a fechar aos domingos as 44 unidades do Supermercados BH no Espírito Santo. A mudança entrou em vigor em 1º de março após uma convenção coletiva estadual assinada no ano passado.

Dono da quarta maior rede supermercadista do país e também acionista da SAF do Cruzeiro, Pedrinho BH afirmou que pretende defender a adoção do mesmo modelo em Minas Gerais. Segundo ele, a experiência tem trazido resultados positivos para os funcionários e para o ambiente de trabalho.

Pedro Lourenço e Ronaldo Fenômeno por Gustavo Aleixo/Cruzeiro

"Minha luta aqui em Minas é trazer essa escala para cá. Meu sonho é que toda loja feche aos domingos, o que seria bom para todos", afirmou em entrevista à Folha de S. Paulo. "Poderia ser essa escala em definitivo."

De acordo com o empresário, a medida busca enfrentar dois problemas frequentes do varejo: a dificuldade para contratar trabalhadores e a alta rotatividade de funcionários.

Embora apoie a folga fixa dominical, Pedrinho BH faz ressalvas sobre a proposta de fim da escala 6×1 em discussão no Congresso Nacional. Segundo ele, uma eventual redução da jornada sem flexibilidade pode elevar os custos operacionais das empresas. O empresário afirma que a necessidade de contratar mais funcionários acabaria sendo repassada ao consumidor final.

Atualmente, o Supermercados BH tem cerca de 4 mil vagas abertas sem conseguir preencher todos os postos. Funções como açougueiro e repositor seguem dependentes de mão de obra humana, tornando a gestão das escalas um desafio para a rede. Na semana passada, o grupo assinou acordo para comprar a DMA Distribuidora, dona das bandeiras EPA e Mineirão.

Efeito da mudança

Os primeiros resultados no Espírito Santo foram considerados positivos pela rede. No primeiro mês da nova escala, a rotatividade de empregados caiu 10%. Para representantes do setor, o trabalho aos domingos tem sido um dos principais obstáculos para atrair mão de obra.

Apesar da resistência inicial de concorrentes, o comportamento dos consumidores acabou mudando. Sem os supermercados funcionando aos domingos, as compras passaram a se concentrar principalmente nas sextas-feiras e sábados.

O setor também avalia que a presença de padarias, pequenos mercados de bairro e o crescimento do comércio eletrônico diminuíram o impacto do fechamento dos grandes supermercados aos domingos.