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Exército prende três militares condenados por tentativa de golpe

Integrantes do chamado núcleo 4 usaram estrutura da Abin, segundo a PGR

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 10 de abril de 2026 às 10:11

O Exército Brasileiro prendeu, na manhã desta sexta-feira (10), três dos sete militares condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no chamado núcleo 4 da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado.

Foram detidos o major da reserva Ângelo Denicoli, em Vila Velha (ES), além do tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida e do subtenente Giancarlo Gomes Rodrigues, ambos em Brasília. Os dois últimos permanecerão custodiados no Batalhão de Polícia do Exército da capital federal.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), os condenados integraram uma estrutura que utilizou recursos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar adversários políticos e disseminar informações falsas contra o processo eleitoral, instituições democráticas e autoridades consideradas obstáculos aos interesses do grupo.

Os réus foram condenados pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. As defesas ainda não haviam sido localizadas até a última atualização.

Além dos três presos nesta sexta, o coronel Reginaldo Abreu, que também teve ordem de prisão expedida, é considerado foragido nos Estados Unidos.

Outro condenado, o agente da Polícia Federal Marcelo Bormevet, já estava detido desde 2024 e passou a cumprir a pena definitiva a partir desta sexta-feira.

Militares da ativa têm direito de cumprir prisão provisória ou pena em unidades militares, e não em presídios comuns. Por esse motivo, a custódia dos três detidos ficou sob responsabilidade do próprio Exército, enquanto cabe à Polícia Federal executar as prisões dos demais condenados que não pertencem às Forças Armadas.

Condenações

No total, sete pessoas foram condenadas pelo STF no núcleo 4. Além dos três presos nesta sexta e de Bormevet, também integram a lista o ex-major Ailton Moraes Barros e Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, que está foragido no Reino Unido.

As condenações foram definidas pelo Supremo em 21 de outubro do ano passado. Segundo a PGR, o grupo atuou de forma coordenada para produzir e difundir desinformação e monitorar alvos políticos com o objetivo de favorecer uma ruptura institucional.

As penas variam entre 7 anos e 6 meses e 17 anos de prisão, com aplicação inicial majoritariamente em regime fechado. Todos os condenados também receberam multa e foram declarados inelegíveis.

Entre as medidas adicionais determinadas pela Corte estão o pagamento coletivo de R$ 30 milhões por danos morais, a perda do cargo de Marcelo Bormevet e o envio de comunicação ao Superior Tribunal Militar (STM) para análise de eventual declaração de indignidade para o oficialato de militares envolvidos.

O STF também determinou o encaminhamento de cópia da ação penal para retomada de investigações relacionadas ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto.