INTERIOR DE SP

Frentista que teve pênis decepado aceita voltar com a ex: 'Te amo muito além dessa tragédia'

Mulher está presa pelo crime aguardando julgamento, e vítima se ofereceu para ser testemunha de defesa e pagar advogados

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Publicado em 8 de abril de 2024 às 13:48

Daiane dos Santos Farias e Gilberto Nogueira de Oliveira
Daiane dos Santos Farias e Gilberto Nogueira de Oliveira Crédito: Reprodução

O frentista Gilberto Nogueira de Oliveira, 39 anos, aceitou reatar o relacionamento com a cozinheira Daiane dos Santos Farias, 34 anos, cerca de três meses depois dela ser presa por decepar o pênis dele, em Atibaia, interior de São Paulo. A informação foi divulgada pelo blog True Crime, de O Globo, que teve acesso a uma carta que Gilberto escreveu perdoando Daiane e entrevistou o homem.

O crime aconteceu em dezembro do ano passado, quando Daiane descobriu que Gilberto estava tendo um caso com a sobrinha dele, de 15 anos. Ela usou uma navalha para decepar o pênis do companheiro e ainda jogou o membro na privada de deu descarga.

Gilberto passou por várias cirurgias, mas segue em recuperação. Ele ganhou uma prótese peniana de presente de um urologista, mas aguarda a completa cicatrização dos ferimentos para passar pela implantação. Ele ainda vive com dores e usa uma sonda para urinar.

Daiane está presa na Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu e da cadeia começou uma correspondência com Gilberto, iniciada por ele em março, narrando as dificuldades pelas quais está passando. Ela pediu perdão e quis saber se Gilberto aceitaria reatar a relação.

Em resposta, Gilberto diz que a perdoou e afirma que está disposto a voltar. Manifesta ainda desejo de visitar Daiane na cadeia e se oferece para pagar as despesas dela com a defesa, cerca de R$ 40 mil. Para O Globo, Gilberto contou que ficou comovido com a situação que Daiane vive na prisão e diz que fez uma "profunda reflexão", concluindo que sua traição foi a origem de todos os problemas da família.

"Se não tivesse tido relações sexuais com a minha sobrinha no dia do aniversário da minha companheira, nada disso teria acontecido. Daiane é uma mulher maravilhosa, amorosa, que me ama. Ela não merecia ser traída dessa forma. Foi exposta para todo país. (...) Não me importo com o que os outros pensam. O que realmente importa é o que sinto por ela", diz. Na carta, ele fala mais. "Tenho consciência de que foi a partir desse deslize que a nossa desgraça começou. Assim como você, também acredito que tudo isso que estamos passando seja um propósito de Deus. Se pudesse, acredite em mim, eu trocaria de lugar com você, pois eu te amo muito além da tragédia que aconteceu em nossa vida". 

Gilberto ainda pediu para depor como testemunha de defesa no julgamento de Daiane, mas como é vítima, isso não é permitido. 

Daiane foi indiciada por tentativa de homicídio, que poderia trazer uma sentença de até 50 anos de prisão, levando em conta agravantes que incluem a premeditação do crime, motivo torpe, dissimulação, meio cruel empregado e falta de chance de defesa à vítima, além da omissão de socorro. O Ministério Público, contudo, entender que ela não queria assassinar o companheiro, só amputar sua genital e apontou crime de lesão corporal grave. A Justiça aceitou essa tese e assim o caso não vai a júri. O julgamento, conduzido pela juíza Roberta Layaun Chiappeta de Moraes Barros na Primeira Vara Criminal de Atibaia, no dia 24 de abril. A pena máxima é de 12 anos.

“Tudo que desejo é que minha princesa saia da prisão totalmente livre e retorne para casa. Quando os portões da penitenciária se abrirem, estarei lá de braços abertos para recebê-la”, diz Gilberto.