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Instituto lança edital de R$ 2,5 milhões para pesquisas aplicadas; projetos podem pleitear até R$ 500 mil cada

Inscrições abrem nesta segunda-feira (9) e seguem até o dia 8 de abril

  • Foto do(a) author(a) Monique Lobo
  • Monique Lobo

Publicado em 5 de março de 2026 às 21:25

HUB de Economia e Clima
HUB de Economia e Clima Crédito: Divulgação

O Instituto Clima e Sociedade (iCS) lança, a partir de segunda-feira (9), o edital “Clima na Economia: integrando a questão climática à agenda econômica” com um aporte financeiro de até R$ 2,5 milhões para projetos de pesquisa aplicada que façam integração entre economia e clima no Brasil. A iniciativa, realizada por meio do HUB de Economia e Clima, tem o objetivo de apoiar a produção de conhecimento que contribua para subsidiar decisões de governos, empresas e investidores.

As inscrições podem ser realizadas até o dia 8 de abril, às 16h (horário de Brasília), pelo site do instituto. O edital financiará pesquisas capazes de gerar evidências, diagnósticos, ferramentas, modelos e recomendações diretamente aplicáveis por atores estratégicos. O valor de apoio por projeto será de até R$ 500 mil.

"A proposta é que, com esse valor da doação de R$ 2,5 milhões, a gente consiga apoiar entre 4 ou 5 projetos da ordem de 500 mil reais cada. Nada impede, no entanto, que algum projeto que já esteja em andamento, que necessite de um apoio adicional de recurso de, por exemplo, R$ 100 mil, R$ 200 mil, se candidate. Ao final do processo de avaliação, a gente vai contemplar projetos que tenham esse teto limite, mas nada impede que projetos de valores inferiores também sejam aprovados", revela a coordenadora técnica do HUB de Economia e Clima do iCS, Sarah Irffi.

Sarah Irffi, coordenadora técnica do HUB de Economia e Clima do iCS
Sarah Irffi, coordenadora técnica do HUB de Economia e Clima do iCS Crédito: Divulgação

O processo de inscrição ocorrerá em duas etapas. A primeira fase é destinada à submissão inicial das propostas, e a segunda, com início previsto para 29 de maio, é de apresentação da documentação complementar e da versão detalhada dos projetos selecionados.

Podem submeter propostas tanto instituições brasileiras de pesquisa e universidades públicas quanto universidades privadas sem fins lucrativos cuja missão institucional contemple a realização de pesquisa científica ou tecnológica, ou o desenvolvimento de novos produtos, serviços ou processos. O edital também é direcionado a organizações da sociedade civil sem fins lucrativos que comprovem experiência em pesquisa aplicada de natureza científica ou tecnológica.

Linhas temáticas

Um dos critérios principais do edital é que as propostas estejam enquadradas em uma das quatro linhas temáticas. São elas:

1. Adaptação às mudanças climáticas

Temas como gestão hídrica, impactos na saúde, passivo/impacto fiscal em termos de redução das receitas são áreas de interesse. Acrescentam-se também , orçamento para adaptação climática e aumento dos gastos públicos (reparação dos danos, atenção às emergências, gastos imprevistos), priorização de investimentos em infraestrutura resiliente e avaliação econômica de riscos e instrumentos de adaptação no setor agropecuário e de geração/transmissão e distribuição de eletricidade.

2. Macroeconomia e meio ambiente/mudanças climáticas

Visa compreender como as mudanças climáticas afetam a dinâmica econômica e como políticas econômicas influenciam riscos e resiliência. Demandam aprofundamento temas como riscos climáticos e estabilidade financeira, rastreamento de gastos e subsídios no orçamento público e mecanismos fiscais para eventos extremos e modelagem dos efeitos de choques climáticos sobre produtividade, inflação, custos de produção e atividade econômica. Espera-se que os projetos contribuam para aprimorar modelos de previsão macroeconômica, desenvolver instrumentos de política fiscal verde e apoiar a gestão de riscos climáticos no sistema financeiro.

3. Microeconomia e clima

A vertente microeconômica busca entender como decisões de produtores, empresas e gestores influenciam emissões, adaptação, inovação e eficiência econômica. Há lacunas sobre como choques climáticos afetam produtividade, custos e decisões de investimento, especialmente em setores expostos a riscos físicos e de transição. Espera-se que as pesquisas nessa linha ofereçam evidências aplicadas para orientar políticas públicas e estratégias empresariais, acelerando a transição para uma economia resiliente e de baixo carbono.

4. Finanças públicas e mudanças climáticas

O tema examina como instrumentos fiscais, tributários e orçamentários podem orientar a ação climática e viabilizar a transição para uma economia de baixo carbono. Demandam especial atenção temas como financiamento climático subnacional, revisão de subsídios, instrumentos tributários verdes e incorporação de riscos climáticos ao ciclo orçamentário. Espera-se a produção de orientações práticas e ferramentas aplicáveis, que auxiliem gestores públicos a alinhar sustentabilidade fiscal e ação climática, fortalecendo a capacidade de planejamento e execução de investimentos de longo prazo.

Segundo Sarah Irffi, essas quatro linhas temáticas foram pensadas a partir de importantes discussões que aconteceram durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30), realizada em novembro do ano passado, em Belém do Pará. "Emergiram algumas discussões importantes nas temáticas que foram elencadas dentro do edital. Tem a adaptação às mudanças climáticas; a microeconomia e o clima; os instrumentos econômicos e financeiros e as próprias finanças públicas. Todos esses temas emergiram dentro de um contexto de construção do avanço regulatório brasileiro na pauta do clima", destaca.

A coordenadora técnica do HUB de Economia e Clima acrescenta que o edital busca fomentar soluções que possam auxiliar entidades governamentais a avançar nessas demandas. "A gente entende que é necessário que o campo de pesquisa seja capaz de trazer insumos técnicos para favorecer o processo de tomada de decisão do governo no momento em que ele for selecionar quais os caminhos e quais as trajetórias devem ser adotadas para implementar as ações políticas. Por isso, esses temas foram elencados, por eles estarem correlacionados ao processo do desenvolvimento político atual, na pauta de mudanças climáticas. Todas essas temáticas, que foram colocadas na COP30, são importantes não só para o Brasil, mas para o próprio contexto internacional de avanço da agenda climática", completa.

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Pesquisa Edital Cientistas