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IR 2026: especialistas orientam sobre prazo, obrigatoriedade e melhor momento para declarar

Especialista indica quando é melhor entregar a declaração no início ou deixar para o final

  • Foto do(a) author(a) Perla Ribeiro
  • Perla Ribeiro

Publicado em 5 de março de 2026 às 09:39

Estes erros na declaração Imposto de Renda já fizeram muita gente perder a restituição.
IR 2026: especialistas orientam sobre prazo, obrigatoriedade e melhor momento para declarar Crédito: Foto: Adobe Stock

A temporada de declaração do Imposto de Renda está prestes a começar. O envio da Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026, ano-base 2025, começa em 16 de março, com encerramento previsto para 29 de maio. Com a proximidade do prazo, muitos contribuintes começam a se perguntar sobre a melhor estratégia a adotar: entregar a declaração logo no início ou deixar para o final do prazo? Segundo o diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil, Richard Domingos, a decisão sobre o momento da entrega deve considerar a realidade financeira de cada contribuinte, principalmente em um cenário de juros elevados.

“O mais importante é entender que uma coisa é preparar a declaração e outra é transmiti-la. O ideal é que o contribuinte tenha tudo pronto o quanto antes e, a partir daí, avalie estrategicamente qual é o melhor momento para o envio”, explica. Ele reforça que os contribuintes costumam confundir as duas etapas. “Os contribuintes confundem elaborar a declaração com entregar o documento. É importante ter tudo pronto o quanto antes, mas a data da transmissão pode ser planejada estrategicamente, dependendo de fatores como necessidade de recursos, existência de restituição ou imposto a pagar.”

Richard também destaca que, mesmo com a taxa Selic em patamar elevado, a análise precisa ser individualizada. Isso porque a restituição do imposto é corrigida pela taxa básica de juros, o que pode representar um rendimento interessante, além de não haver incidência de imposto de renda sobre esse ganho.

Planejar não é deixar para depois

Mesmo que a transmissão possa ser estratégica, o especialista alerta que a preparação não deve ser deixada para a última hora. “O ideal é que o contribuinte já tenha todos os documentos organizados e a declaração pronta. Quem deixa para reunir informações na última hora pode enfrentar problemas como falta de documentos, erros de preenchimento e até risco de atraso”, alerta Richard Domingos.

Outro ponto de atenção é o possível congestionamento do sistema nos últimos dias do prazo. Apesar dos avanços tecnológicos da Receita Federal, a recomendação é evitar a transmissão nas horas finais do último dia útil de maio. Além disso, especialistas orientam que, nos dias que antecedem a abertura do prazo, os contribuintes já iniciem a organização da documentação, solicitando informes de rendimentos de empresas, bancos, corretoras e demais instituições financeiras.

Quem deve declarar o Imposto de Renda em 2026

  • Embora as regras oficiais ainda dependam de confirmação da Receita Federal, o diretor tributário da Confirp Consultoria Contábil, Welinton Mota, explica que as estimativas indicam que deverão estar obrigados a declarar em 2026 os contribuintes que, em 2025:
  • receberam rendimentos tributáveis superiores a cerca de R$ 35.584,00 no ano;
  • receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil; 
  • obtiveram ganho de capital na venda de bens ou direitos sujeito à incidência do imposto;
  • realizaram operações em bolsas de valores, mercadorias ou futuros acima de R$ 40 mil ou com apuração de ganhos tributáveis;
  • tiveram isenção de imposto sobre ganho de capital na venda de imóvel residencial, seguida da compra de outro imóvel no prazo de 180 dias;
  • obtiveram receita bruta superior a R$ 169.440,00 em atividade rural;
  • possuíam, em 31 de dezembro de 2025, bens ou direitos acima de R$ 800 mil;
  • passaram à condição de residentes no Brasil em qualquer mês de 2025 e permaneceram nessa condição até o final do ano;
  • possuem bens, investimentos ou estruturas no exterior, como trusts ou aplicações financeiras internacionais;
  • optaram por atualizar bens no exterior ou imóveis com tributação diferenciada.

  • Quando é melhor entregar no início?
  • contribuintes com imposto a restituir que precisam do valor com mais urgência, aumentando as chances de receber nos primeiros lotes;
  • quem prefere se livrar rapidamente da obrigação e reduzir o risco de perder o prazo.

  • Quando pode ser melhor entregar no fim?
  • contribuintes com imposto a restituir que não necessitam do recurso imediatamente, permitindo que o valor seja pago nos últimos lotes com correção acumulada pela Selic, muitas vezes superior a diversas aplicações financeiras e sem tributação sobre esse rendimento;
  • quem terá imposto a pagar e deseja organizar melhor o fluxo de caixa antes do vencimento das quotas;
  • pessoas que desejam mais tempo para corrigir eventuais inconsistências;
  • quem ainda pode precisar complementar informações e quer margem para ajustes.

No fim das contas, não existe uma regra única para todos os contribuintes. Organização e estratégia são as palavras-chave nesse período.“O prazo começa agora em março, mas planejamento não pode ser confundido com procrastinação. O ideal é que o contribuinte já tenha tudo organizado para decidir com tranquilidade quando enviar a declaração”, conclui Richard Domingos.