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Justiça manda exumar corpo de esposa de coronel encontrada morta com tiro na cabeça

A previsão é que a nova perícia no cadáver comece a ser feita no sábado (7)

  • Foto do(a) author(a) Perla Ribeiro
  • Perla Ribeiro

Publicado em 6 de março de 2026 às 08:38

Gisele Alves Santana
Gisele Alves Santana Crédito: Reprodução

A Justiça de São Paulo mandou exumar o corpo da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, 32 anos, encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, 53s, no Brás, Centro de São Paulo. A medida atende a pedidos realizados pela Polícia Civil e peloo Ministério Público (MP). A exumação será feita pelo Instituto Médico Legal (IML) da Polícia Técnico-Científica. Peritos vão retirar os restos mortais dela do cemitério onde está enterrada nesta sexta-feira (6). A previsão é que a nova perícia no cadáver comece a ser feita no sábado (7). As informações são do G1 SP.

A delegacia pediu a exumação porque ainda tem algumas dúvidas sobre as circunstâncias de como Gisele morreu. Antes, o registro policial sobre a morte dela era de "suicídio", mas mudou após a família de Gisele dizer à investigação que a soldado sofria violência psicológica por parte do marido. Geraldo pediu afastamento do trabalho na Polícia Militar (PM) após a morte da esposa, e a corporação atendeu. Gisele morreu em 18 de fevereiro. Os resultados dos exames serão encaminhados posteriormente para o 8º Distrito Policial (DP), no Brás, que investiga o caso como "morte suspeita".

Gisele Alves Santana por Reprodução

No depoimento inicial, o marido informou que discutiu com Gisele quando falou que queria se separar. Ele contou que foi tomar banho e um minuto depois ouviu o barulho do disparo. Ainda segundo ele, quando abriu a porta, encontrou a esposa caída na sala. Segundo Geraldo, ela estava sangrando na cabeça e segurava uma arma dele na mão. Em seguida, ele acionou as autoridades para pedir ajuda e contar o que aconteceu.

O coronel disse ainda em seu depoimento que as discussões entre ele e a esposa foram motivadas por ciúmes dela. Geraldo falou que surgiram boatos na Corregedoria da PM de que ele teria amantes. O marido contou ainda que o casal passou a dormir em quartos separados. Sobre a arma dele, disse que a guardava no armário de um dos quartos. Geraldo ainda não é considerado investigado.

A família de Gisele sempre contestou essa versão de suicídio. Parentes dela disseram à polícia que o relacionamento dela com Geraldo era tóxico e que a mulher sofria violência psicológica. Contaram ainda que ele a perseguia, a proibindo de usar perfumes, batom e salto alto, e que só poderia ir junto com ele à academia. A perícia da Polícia Técnico-Científica usou luminol e encontrou sangue ainda não identificado no box do banheiro onde Geraldo havia dito que foi tomar banho antes de ocorrer o disparo. O laudo necroscópico concluiu que o tiro que matou Gisele foi dado com o cano da arma encostado do lado direito da cabeça.

O exame residuográfico, que serve para detectar resquícios de pólvora, deu negativo para as mãos da soldado e também para as do tenente-coronel. A investigação realiza mais exames para saber quem apertou o gatilho. O casal vivia junto desde 2024. A filha de Gisele, de sete anos, morava com eles, mas não estava no apartamento no momento do disparo que matou sua mãe.