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Wladmir Pinheiro
Publicado em 6 de junho de 2026 às 09:42
O menino João Lucas Castor Nemezio Sales, 11 anos, que teve uma das pernas amputadas após um ataque de tubarão na praia de Piedade, no Grande Recife, permanece em isolamento por causa do alto risco de infecção. As informações foram divulgadas pelo pai da criança, Lucas Nemezio, nesta sexta-feira (5). >
"Hoje ele se encontra em isolamento estrito e essa é uma medida médica vital, pois o risco de infecção ainda é alto. A imunidade dele está muito baixa. Cada visita, por mais cheia de carinho que seja, representa um risco que ele não pode correr agora", afirmou Lucas, em vídeos publicados nos stories do Instagram.>
Advogada foi mordida por tubarão e ficou com cicatriz na perna
O ataque ocorreu no domingo (31). Após o incidente, João Lucas ficou internado por quatro dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Restauração, localizado no bairro do Derby, na área central do Recife. >
No dia seguinte ao caso envolvendo o menino, a jovem Marcela Vitória de Lima Santos, de 19 anos, também foi vítima de um ataque de tubarão, na praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Ela teve a perna direita arrancada e, assim como João Lucas, recebeu alta da UTI na quinta-feira, permanecendo internada na enfermaria do Hospital da Restauração.>
Segundo o pai, o garoto mora com a mãe e o irmão "numa casa pequena" e enfrentará um longo processo de recuperação. A família iniciou uma campanha nas redes sociais para arrecadar recursos que ajudem a custear o tratamento.>
"A recuperação de João Lucas será longa. Embora o plano de saúde cubra parte do hospitalar, os custos invisíveis de uma amputação são gigantescos. Estamos falando de adaptações estruturais, tratamentos que o plano não cobre, remédios caríssimos e insumos de ponta [...]. A saúde psicológica do João Lucas foi muito abalada e exige cuidado especializado", afirmou.>
Lucas Nemezio também contou que ingressou na Polícia Rodoviária Federal (PRF) há quatro meses e estava em Manaus quando o filho sofreu o ataque.>
"Eu ainda estava me fixando lá, sem casa própria, e agora estou tentando viabilizar minha transferência de volta", disse.>
Ele agradeceu às equipes médicas e às pessoas que ajudaram no socorro inicial do menino, destacando a atuação da médica Luísa Monte, responsável pelos primeiros atendimentos ainda na praia.>
Ela realizou um torniquete na perna da vítima para conter o sangramento antes da chegada dos bombeiros, procedimento considerado essencial para salvar a vida do garoto.>
"No dia mais difícil das nossas vidas, nós testemunhamos um milagre. E esse milagre só foi possível porque Deus colocou anjos no caminho do meu filho, João Lucas. Quero deixar meu agradecimento mais profundo a toda a equipe de salvamento. A médica abençoada que saiu da sua própria casa e fez os primeiros socorros na praia", declarou.>