Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, deixa a cadeia após receber perdão judicial

Resultado do julgamento foi anunciado na madrugada desta quinta-feira (4)

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 4 de junho de 2026 às 17:34

Monique Medeiros deixa a prisão no Rio de Janeiro
Monique Medeiros deixa a prisão no Rio de Janeiro Crédito: Reprodução/RJ2

A mãe do menino Henry Borel, Monique Medeiros, foi solta na tarde desta quinta-feira (4) após receber perdão judicial durante o julgamento sobre a morte do filho. Ela deixou o Complexo de Gericinó, na zona Oeste do Rio de Janeiro, no banco traseiro de um carro e não falou com a imprensa. Um irmão foi buscá-la.

O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri reconheceu a responsabilidade de Monique Medeiros por omissão diante das torturas sofridas pelo menino. Porém, a juíza fixou pena de 1 ano e 4 meses pelo crime de omissão diante da tortura, período já cumprido pela ré durante o processo. Por isso, ela foi colocada em liberdade. 

Sessão do julgamento do caso Henry Borel por Reprodução/TV Globo

A juíza Elizabeth Machado Louro, ao declarar extinta a punibilidade de Monique, afirmou que a reação da sociedade sobre Monique foi "desproporcional e desmesurada". Ela considerou a reação "discriminatória de gênero", influenciada pela "cultura patriarcal" que, segundo Elizabeth, ainda norteia e permeia a mentalidade e as práticas sociais. Elizabeth afirmou ainda que o papel reservado à mulher nos modelos patriarcais "não só exige que ela seja mãe, mas a mãe perfeita".

A defesa de Jairinho e o Ministério Público afirmaram que vão recorrer da decisão. O julgamento terminou com a condenação do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, padrasto da criança. Ele recebeu pena de 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, tortura e coação. 

Henry Borel morreu na madrugada do dia 8 de março de 2021, após ser levado por Monique e Jairinho para o hospital. Ele tinha 4 anos.