Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Mulher dada como morta pelo Samu por engano recebe alta, mas terá longa reabilitação

Atropelada em rodovia de SP, jovem deixou hospital após 19 dias internada

  • Foto do(a) author(a) Wendel de Novais
  • Wendel de Novais

Publicado em 6 de fevereiro de 2026 às 09:31

Fernanda recebeu alta na quinta-feira (5) Crédito: Reprodução/TV TEM

Após quase três semanas de internação, Fenanda Cristina Policarpo. 29 anos, que foi atropelada no interior de São Paulo e chegou a ser dada como morta por engano, deixou o hospital, mas ainda enfrenta um longo processo de recuperação. A jovem recebeu alta na tarde desta quinta-feira (5), após passar 19 dias internada, sendo nove deles na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A saída do Hospital de Base ocorreu com Fernanda sendo levada em uma maca. Ela apresenta dificuldades para andar e falar e precisará seguir em tratamento com fisioterapia e acompanhamento especializado para recuperar os movimentos e a autonomia.

O atropelamento aconteceu no dia 18 de janeiro, na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros. Na ocasião, uma médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a atestar a morte da vítima ainda no local. Minutos depois, no entanto, Fernanda foi reanimada por um médico da concessionária responsável pela administração da via, o que permitiu o socorro e a transferência ao hospital.

Fernanda Cristina Policarpo tem 29 anos por Reprodução

De acordo com a equipe médica, Fernanda deu entrada no Hospital de Base em estado gravíssimo. Apesar do quadro inicial, a paciente evoluiu bem ao longo da internação. Segundo o médico intensivista Bruno Rosa, que acompanhou o caso, ela recebeu alta consciente, orientada, sem necessidade de alimentação por sonda e com respostas neurológicas preservadas.

Mesmo com a evolução positiva, o médico explica que a recuperação ainda exige cuidados contínuos. O tratamento agora será focado na reabilitação física, com apoio de fisioterapia e de uma equipe multidisciplinar, fundamental para que a jovem possa retomar plenamente os movimentos e a comunicação.

Lembre o caso

O caso foi registrado no dia 19 de janeiro. A Polícia Militar Rodoviária chegou ao local quando a equipe do Samu já havia deixado a área. Em seguida, o médico da concessionária identificou que a vítima ainda respirava e iniciou o atendimento.

A direção do Samu informou que abriu uma sindicância interna para apurar possíveis falhas no atendimento. A médica que atestou o óbito foi afastada até a conclusão da apuração.

Em entrevista à TV TEM, Adriana Cristina Roque, mãe da vítima, descreveu o desespero vivido no local. Ela criticou o atendimento inicial e disse que não soube em que versão acreditar ao ser informada, primeiro, da morte da filha e, depois, de que ela ainda apresentava sinais vitais.

“Na hora que eu vi a minha filha estirada no asfalto, já coberta com aquele papel alumínio, e eles falaram pra mim que não podia chegar perto. Falaram que infelizmente minha filha já estava morta, já estava sem vida, e eu queria ver, queria ver, eles não deixavam”, contou.