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Mulher jogada de penhasco pelo ex-companheiro sobreviveu a queda de 50 metros

Ana Cláudia Rodrigues foi sequestrada e passou por horas de agressões antes de ser lançada em uma área de mata

  • Foto do(a) author(a) Wendel de Novais
  • Wendel de Novais

Publicado em 1 de junho de 2026 às 10:41

Ana Cláudia Rodrigues sobreviveu após tentativa de feminicídio Crédito: Reprodução/Fantástico

Ana Cláudia Rodrigues, sobrevivente de uma tentativa de feminicídio em Minas Gerais, revelou, em entrevista ao Fantástico, os momentos de horror vividos após ser sequestrada pelo ex-companheiro, Silvanildo Amâncio de Araújo. A vítima foi lançada de um penhasco de aproximadamente 50 metros de altura na segunda-feira (25), mas conseguiu sobreviver à queda.

Ana Cláudia contou que havia acabado de deixar a filha na escola e seguia para o serviço quando percebeu a aproximação do ex-companheiro. Segundo ela, quando desceu de um ônibus na região do serviço e começou a caminhar em direção ao trabalho, percebeu o carro de Silvanildo indo em sua direção. Após parar, ele desceu e pegou ela.

Homem sequestrou e arremessou ex-companheira de penhasco por Reprodução

"'Ele disse: 'Você vai entrar no carro e a gente vai ali só para a gente conversar’. Sempre com a faca apertando muito meu pescoço. Aí me levou até o carro, me coloca no carro, todo bem nervoso, bem agitado”, relatou. Imagens obtidas pela reportagem do Fantástico mostram o veículo de Silvanildo entrando em um parque estadual localizado em Belo Horizonte, às 9h27 daquele dia.

Durante o trajeto, Ana Cláudia percebeu que corria risco de morte. “Teve uma hora que eu falei para ele assim: ‘Você está me levando para me matar, né?’. Aí ele deu aquele sorriso cínico, assim. Ele falou: ‘Não, Cláudia. Eu não estou te levando para matar. Eu te amo’”, lembrou.

Segundo a vítima, o agressor a manteve sob ameaças e agressões por cerca de duas horas. Em determinado momento, ele passou a procurar um local que considerasse ideal para consumar o crime.

“Ele ia próximo ao penhasco e falava assim comigo: ‘Aqui não, aqui não dá para você morrer’. Me puxava com força, próximo a outro ponto do penhasco, falava assim: ‘Aqui ainda não dá para você morrer’. Me puxava: ‘Não, não dá para você morrer’. Aí eu comecei a me debater com ele, só que eu não consegui nada”, contou.

Pouco depois, Ana Cláudia foi empurrada do alto do paredão e despencou cerca de 50 metros. Durante a queda, ela pensava apenas nos filhos.

Apesar da violência do ataque, a vítima ficou presa à vegetação e conseguiu sobreviver até ser localizada por equipes de resgate. O ex-companheiro foi preso e o caso é investigado como tentativa de feminicídio.

Tags:

Feminicídio ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza Jogou de Penhasco