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Wendel de Novais
Publicado em 28 de maio de 2026 às 07:46
Silvanildo Amâncio de Araújo, 52 anos, suspeito de sequestrar e jogar a ex-companheira de um penhasco na Serra do Rola-Moça, em Belo Horizonte, também vai responder pelo crime de estupro, além da tentativa de feminicídio, de acordo com informações divulgadas pelo g1. >
A vítima, Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza, 41, havia desaparecido na segunda-feira (25) após avisar familiares que encontrou o ex-companheiro enquanto levava a filha do casal para a escola, em Belo Horizonte. Ela foi localizada com vida na terça-feira (26), presa à vegetação em uma área de difícil acesso do penhasco. >
Segundo a investigação, dias antes do desaparecimento, Ana Cláudia já havia procurado ajuda das autoridades. Conforme a polícia, um pedido de medida protetiva de urgência feito pela vítima foi encaminhado para análise no último dia 21 de maio. >
Homem sequestrou e arremessou ex-companheira de penhasco
Familiares afirmam que a mulher vinha sendo perseguida pelo ex-companheiro desde o fim do relacionamento, encerrado em fevereiro deste ano. De acordo com a enteada de Silvanildo, os dois mantiveram uma relação por cerca de 12 anos e tiveram uma filha de 9 anos. >
Ainda segundo pessoas próximas da vítima, Ana Cláudia também havia denunciado ameaças feitas pelo suspeito dias antes do crime. A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer toda a dinâmica do ocorrido e concluir o inquérito. >
Áudio para filha >
Horas depois do crime, Silvanildo enviou mensagens de áudio para a filha de 9 anos tentando negar o ataque contra a mãe da criança. “Se alguém falar pra você, sua mãe, sua irmã Luísa, quem for, que papai fez alguma coisa contra sua mãe, contra vocês, é mentira, viu?”, disse o suspeito. >
Na sequência, ele continuou tentando convencer a filha de que seria incapaz de cometer o crime. “Papai tem coragem de fazer isso não, viu filha? Papai te ama muito, muito, muito, muito. Tá bom? Nunca esqueça disso, que papai te ama muito, muito”, afirmou no áudio enviado à menina. >
O casal estava separado desde fevereiro deste ano, após um relacionamento de aproximadamente dez anos. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais. >