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Wendel de Novais
Publicado em 28 de março de 2026 às 15:43
Um detalhe chamou a atenção da polícia na execução de um idoso no Paraná e revelou o nível de planejamento e frieza do crime: o autor, neto da vítima, decidiu esconder o próprio rosto para não ser reconhecido pelo alvo. Para isso, o jovem de 18 anos usou um capuz durante toda a ação, numa tentativa de impedir que o idoso percebesse que quem estava por trás da ação criminosa era um familiar. As informações são do g1. >
A estratégia foi confirmada pela Polícia Civil após a análise de imagens de câmeras de segurança, que mostram o neto chegando ao local acompanhado de um comparsa. O disfarce não foi suficiente para impedir a identificação. A partir dos registros, os investigadores conseguiram confirmar o modelo e a placa do veículo utilizado na fuga, o que levou à prisão da dupla poucas horas depois. >
O crime aconteceu dentro do bar administrado pela vítima, Alceu Slivinski, de 66 anos. Mesmo com o rosto coberto, o neto conhecia cada detalhe da rotina do avô e escolheu o momento em que o local estava vazio para agir. Segundo as investigações, o objetivo era roubar joias de ouro que o idoso costumava guardar. >
Alceu foi morto por neto e amigo durante assalto
“O intuito era roubar as joias que o avô tinha e vender. Eram algumas pulseiras, correntes e anéis de ouro”, relatou um policial militar. Durante a ação, o idoso ainda tentou reagir, mas foi atingido por disparos e morreu no local. Após os tiros, o corpo foi violentado com a retirada das joias, arrancadas à força, o que causou lesões principalmente na região do pescoço. >
A escolha pelo capuz reforça, segundo a polícia, a tentativa de evitar qualquer reação ou reconhecimento por parte da vítima — um indicativo de que o crime foi premeditado. O jovem saiu de Joinville ao lado de um amigo e percorreu cerca de 670 quilômetros até o interior do Paraná exclusivamente para executar o plano. >
A fuga durou pouco. Os dois foram interceptados na BR-277, em Cascavel, com 184 gramas de ouro e a arma usada no crime dentro do carro. Em depoimento, o neto confessou a participação e admitiu que o disfarce fazia parte da estratégia para não ser identificado pelo próprio avô. >
A dupla segue presa e deve responder por latrocínio — roubo seguido de morte. >