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Da Redação
Publicado em 9 de março de 2013 às 17:37
- Atualizado há 3 anos
Estadão Conteúdo>
Militantes de direitos humanos, movimentos gays e grupos de combate à intolerância religiosa lideraram um protesto contra a eleição do pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara e reuniram cerca de 400 pessoas na Cinelândia, centro do Rio. >
“Não somos minorias”, “Sou bi, sou normal”, “A diversidade é humana”, “Não acredito em um Deus que exclui”, diziam algumas faixas e cartazes. Outros manifestantes pediram a saída do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). A manifestação foi organizada por internautas nas redes sociais. Muitos deles se conheceram pessoalmente na hora do protesto, como a produtora cultural Beatriz Pimentel e o estudante Fabrício Silva. >
“Sou evangélica, da Primeira Igreja Batista do Recreio, e não me sinto representada pelo Feliciano, nem pelo Silas Malafaia, nem por muitos outros desses pastores midiáticos”, disse Beatriz, de 21 anos. “Esta é a primeira de muitas manifestações. A gente não vai deixar esse cara lá de jeito nenhum”, afirmou Fabrício, que anunciou a realização de novo protesto no próximo sábado, no Posto 5, na praia de Copacabana. >
Os manifestantes caminharam da Cinelândia à Lapa, onde deitaram no chão, abraçados, em sinal de respeito à diversidade sexual e religiosa. “Nossa luta é todo dia, contra o racismo e a homofobia”, repetiam os manifestantes. “Se, na Primavera Árabe, um povo sem liberdade de expressão conseguiu derrubar um governo, nós no Ocidente temos que nos fazer ouvir”, disse Juan Moutinho, integrante do movimento Diversidade Católica.>