Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Nova regra após fim da ‘taxa das blusinhas’ abre caminho para baratear compras de até US$ 3 mil

MP reduz imposto federal em encomendas internacionais de até US$ 50 e também abre espaço para corte na tributação de compras de valor mais alto

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 14 de maio de 2026 às 09:41

Taxa das blusinhas acabou
Taxa das blusinhas acabou Crédito: Agência Senado

A nova Medida Provisória publicada pelo governo federal não mexeu apenas nas compras internacionais de até US$ 50. Além de restabelecer a isenção federal que encerrou a chamada “taxa das blusinhas”, o texto também abriu caminho para uma redução relevante da tributação em encomendas internacionais de até US$ 3 mil feitas dentro do programa Remessa Conforme.

O ponto, menos divulgado inicialmente, reacendeu o interesse de consumidores e plataformas estrangeiras como Shein e AliExpress, já que a mudança pode diminuir significativamente o custo de compras acima da faixa popular de pequeno valor.

Segundo informações divulgadas pelo Estadão, a MP prevê a possibilidade de redução da alíquota federal de importação de 60% para 30% nas remessas internacionais de até US$ 3 mil realizadas via remessa postal dentro do Remessa Conforme.

Shein por Shutterstock

Na prática, isso significa que a mudança anunciada pelo governo não impacta apenas as compras menores que ficaram conhecidas no debate sobre a “taxa das blusinhas”, mas também encomendas intermediárias e produtos de maior valor agregado.

O Remessa Conforme, criado pela Receita Federal, continua sendo a base da estratégia do governo para controlar o comércio eletrônico internacional. O programa exige que empresas parceiras enviem antecipadamente os dados das encomendas e recolham tributos já no momento da compra.

Segundo a Receita Federal, o modelo permite maior rastreabilidade das mercadorias, acelera a liberação alfandegária e reduz fraudes e contrabando.

Nova MP

Com a nova MP, compras internacionais de até US$ 50 voltaram a ter alíquota zero de imposto federal de importação para pessoas físicas dentro do programa. Já para encomendas de até US$ 3 mil, o texto abre possibilidade para aplicação de uma alíquota reduzida de 30%.

Antes da mudança, compras acima de US$ 50 podiam sofrer tributação federal de até 60%, ainda que houvesse mecanismos de dedução em algumas operações do Remessa Conforme.

A alteração teve forte repercussão entre consumidores que utilizam plataformas internacionais para roupas, acessórios, eletrônicos baratos e itens domésticos. Nos últimos anos, gigantes asiáticas como Shein e AliExpress cresceram no Brasil justamente pelo apelo dos preços baixos.

Com o aumento da tributação em 2024, parte dos consumidores reduziu compras internacionais de pequeno valor devido ao impacto combinado do imposto federal com o ICMS. Agora, a expectativa do setor é de retomada desse mercado.