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Monique Lobo
Publicado em 16 de março de 2026 às 21:12
Um novo cão comunitário foi alvo de um ataque, desta vez na cidade de Goiânia. Uma mulher jogou um líquido no animal, conhecido como Johnny, que causou queimaduras graves. De acordo com moradores, a substância seria óleo quente. As informações são da TV Anhanguera. >
O ataque aconteceu no último dia 5, no Setor Castelo Branco e foi registrado por câmeras de segurança. Nas imagens, é possível ver Johnny deitado na calçada em frente a uma casa. De repente, de dentro do imóvel surge uma mulher que atira o líquido no cachorro. Imediatamente o animal começa a correr assustado. >
Veja o momento em que a mulher atira o líquido no cachorro
O empresário Wander Rodrigues Borges, que mora no local, revelou que a secretária de sua mãe ouviu o animal uivando de dor. "Ela escutou o choro dele, que foi muito alto. E ela saiu lá fora e viu ele correndo", contou em entrevista à TV Anhanguera. >
Ainda segundo ele, na semana seguinte, quando a secretária da mãe estava retornando à casa, encontrou o animal todo queimado. "A revolta é de todo mundo aqui, porque todo mundo cuidava dele", acrescentou. >
O cão Johnny foi encontrado com queimaduras graves e o corpo coberto de óleo
Foi a família de Cláudia Oliveira que cuidou de Johnny após ele ser encontrado. Segundo ela, ele estava coberto de óleo. "Ele foi queimado. Jogaram óleo nele. Quando ele chegou de volta, todo machucado, estava grudado no couro, na carne viva e muito óleo. Aí a gente começou a lavar", disse, também em entrevista à TV Anhanguera. >
A mulher que aparece nas imagens atirando o líquido contra o cão Johnny é Cassilda Ferreira de Almeida. Em entrevista à TV Anhanguera, ela negou que tenha atirado óleo quente no cachorro. Ela afirmou que jogou uma mistura com água sanitária que usava para lavar a calçada. >
Apesar de ter acontecido no início do mês, as imagens só foram divulgadas na última semana. O caso foi denunciado à Polícia Civil e uma perícia confirmou a queimadura térmica sofrida pelo animal, segundo informações do Diário do Nordeste. O crime é investigado como maus-tratos. >