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Ministério Público abre processo para avaliar conduta de delegado no caso Orelha

Órgão apura se houve abuso de autoridade, violação do sigilo funcional e ato de improbidade administrativa por parte do delegado

  • Foto do(a) author(a) Monique Lobo
  • Monique Lobo

Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 21:34

Cão Orelha
Reprodução Crédito: Cão Orelha

O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) vai apurar a conduta do delegado-geral da Polícia Civil do estado, Ulisses Gabriel, que atua na investigação do ataque ao cão Orelha.

A 40ª Promotoria do MP-SC instaurou um procedimento preparatório que vai avaliar se houve abuso de autoridade, violação do sigilo funcional e ato de improbidade administrativa por parte do delegado. O procedimento foi motivado, de acordo com o órgão, por diversas representações contra a conduta do delegado.

Cachorro Orelha por Reprodução

"Eu não tenho como responder por abuso de autoridade, muito menos por violação de sigilo funcional. Não sou e nunca fui responsável pela investigação", afirmou Ulisses Gabriel, em entrevista a NSC TV.

Lacunas na investigação

Antes disso, o MP-SC já tinha pedido que o inquérito apresentado pela Polícia Civil sobre a morte do cão Orelha, na Praia Brava, no início de janeiro, fosse complementado e deu um prazo de 20 dias para cumprimento das diligências.

O órgão ainda pediu a exumação do corpo do animal "se viável" para a realização de perícia direta, medida que pode esclarecer a dinâmica das agressões", como revelou O Globo.

Outro pedido foi de "esclarecimentos específicos" sobre se houve coação no curso do processo, e novas oitivas de testemunhas. A Polícia Civil de Santa Catarina informou, em nota enviada ao O Globo, que recebeu os pedidos e irá cumprir com celeridade.

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Delegado Ministerio Publico cão Orelha Orelha