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Maysa Polcri
Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 19:27
As indefinições sobre a morte do cão Orelha, ocorrida em janeiro deste ano, em Florianópolis, continuam mesmo após a exumação do corpo do animal. O laudo pericial feito pela Polícia Científica de Santa Catarina não identificou a causa da morte do cachorro, que foi agredido antes da morte. >
As informações do laudo foram divulgadas pela NSC TV. O documento descartou fratura no esqueleto do animal, mas citou que a conclusão "não deve ser interpretada como ausência de trauma cranioencefálico ou mesmo em outras partes do corpo". >
De acordo com o laudo, a ausência de fraturas no corpo do animal não implica ausência de golpe contra a cabeça do cão. A Polícia Civil disse que a morte de Orelha teria sido causada por um golpe na cabeça com objeto contundente e sem ponta.>
Defesa divulgou imagens do cão Orelha andando após agressões
Os peritos destacaram ainda limitações para a realização do trabalho, uma vez que o corpo do animal estava em fase de esqueletização, comprometendo a análise. >
"Todos os ossos do animal foram minuciosamente examinados visualmente, não tendo sido constatada qualquer fratura ou lesão que pudesse ter sido causada por ação humana, nem mesmo em crânio, em região esquerda, na qual já foi discutido no laudo anteriormente apresentado”, diz o laudo.>
As informações da análise seguirão para o Ministério Público de Santa Catarina, que vai decidir se acolhe o pedido de internação do adolescente apontado como autor das agressões contra o cão ou se arquiva o caso. O MP também pode solicitar mais informações para a investigação. >
O cão Orelha foi atacado na madrugada de 4 de janeiro, por volta das 5h30, e morreu no dia seguinte. Laudos iniciais apontam que ele sofreu um golpe contundente na cabeça, possivelmente causado por chute ou por um objeto rígido, como madeira ou garrafa.>
Entre as principais evidências está um vídeo que mostra um adolescente deixando um condomínio da região às 5h25, acompanhado de uma amiga, e retornando às 5h58. A Polícia Civil estima que a agressão tenha ocorrido por volta das 5h30. >
A defesa contesta essa linha do tempo, alegando que não há imagens do momento exato do ataque e que a divulgação de informações nas redes sociais tem exposto o adolescente e sua família a ameaças virtuais e à exposição de dados pessoais. >
Na semana passada, a Polícia Civil concluiu o inquérito e solicitou a internação do adolescente apontado como autor da agressão. O caso, que ganhou repercussão nacional, também inclui investigação de maus-tratos contra outro cão, conhecido como Caramelo. Por envolver menores, os nomes dos investigados não são divulgados, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).>