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Carol Neves
Publicado em 13 de fevereiro de 2026 às 07:14
O corpo do cão comunitário Orelha, morto após ser agredido na Praia Brava, em Florianópolis (SC), passou por exumação, e a Polícia Científica de Santa Catarina já iniciou os novos exames solicitados. >
O procedimento foi autorizado na quinta-feira (12) pela Justiça. A diligência foi solicitada pelo Ministério Público de Santa Catarina na terça-feira (10), que também abriu um procedimento preparatório para analisar a atuação do delegado-geral da Polícia Civil do estado, Ulisses Gabriel, na condução do caso.>
De acordo com a 40ª Promotoria de Justiça da Comarca de Florianópolis, responsável pelo controle externo da atividade policial, a medida foi tomada "a partir de diversas representações recebidas contra a conduta do delegado-geral no caso Orelha para avaliar a necessidade de instauração de inquérito civil para possíveis ações judiciais".>
Veja alguns dos atos em protesto pela morte do cão Orelha
Em nota, a Polícia Civil e a Polícia Científica informaram que têm cumprido "de forma célere todas as novas diligências" determinadas no caso, sem entrar em detalhes para preservar o andamento da investigação. "As instituições têm se empenhado ao máximo para que a denúncia dos envolvidos possa prosseguir para a Justiça junto com as demais provas já obtidas nas investigações da morte do Cão Orelha e dos maus-tratos ao Cão Caramelo", acrescentou a corporação.>
Orelha foi atacado na madrugada de 4 de janeiro, por volta das 5h30, e morreu no dia seguinte. Laudos iniciais apontam que ele sofreu um golpe contundente na cabeça, possivelmente causado por chute ou por um objeto rígido, como madeira ou garrafa.>
Entre as principais evidências está um vídeo que mostra um adolescente deixando um condomínio da região às 5h25, acompanhado de uma amiga, e retornando às 5h58. A Polícia Civil estima que a agressão tenha ocorrido por volta das 5h30. A defesa contesta essa linha do tempo, alegando que não há imagens do momento exato do ataque e que a divulgação de informações nas redes sociais tem exposto o adolescente e sua família a ameaças virtuais e à exposição de dados pessoais.>
Na semana passada, a Polícia Civil concluiu o inquérito e solicitou a internação do adolescente apontado como autor da agressão. O caso, que ganhou repercussão nacional, também inclui investigação de maus-tratos contra outro cão, conhecido como Caramelo. Por envolver menores, os nomes dos investigados não são divulgados, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).>