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Ana Beatriz Sousa
Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 14:04
Durante mais de duas décadas, o desaparecimento de Michele Lyn Hundley Smith foi tratado como um enigma nos Estados Unidos. Agora, 24 anos depois, o caso ganhou um desfecho inesperado e a própria protagonista resolveu explicar por que decidiu abandonar tudo. >
Michele Lyn Hundley Smith desapareceu em dezembro de 2001, aos 38 anos. Na época, saiu de casa, em Eden, na Carolina do Norte, dizendo que iria fazer compras de Natal em uma loja Kmart na Virgínia, a cerca de 27 quilômetros dali. Ela nunca voltou. Deixou para trás o marido e três filhos.>
O sumiço foi comunicado pelo próprio marido, e uma força-tarefa passou a investigar o caso. Ao longo dos anos, o trabalho envolveu o Rockingham County Sheriff's Office, além de outras agências como o Federal Bureau of Investigation (FBI), a Drug Enforcement Administration (DEA) e o North Carolina State Bureau of Investigation (SBI). Oficialmente, Michele foi declarada desaparecida em 31 de dezembro de 2001.>
Na última semana, porém, a história tomou outro rumo. Segundo o gabinete do xerife do condado, novas informações levaram os investigadores até Michele, hoje com 62 anos. Ela foi encontrada viva, morando sob outra identidade em um local não divulgado na Carolina do Norte.>
De acordo com as autoridades, a própria Michele afirmou que decidiu ir embora por causa de “problemas domésticos contínuos”. O xerife Sam Page ressaltou que nunca houve registro formal de violência doméstica ou indícios de crime relacionados ao desaparecimento. A pedido dela, o endereço atual será mantido em sigilo.>
E há um ponto que chama atenção: Michele não deseja retomar a antiga vida.>
Depois da confirmação de que a mãe está viva, Amanda Hundley, uma das filhas, falou publicamente sobre o que teria acontecido antes do desaparecimento. Em entrevistas e em um podcast, ela descreveu um casamento conturbado entre os pais, marcado por traições e conflitos.>
Após 24 anos desaparecida, mulher é encontrada com nova identidade
Amanda também revelou que a mãe enfrentava problemas com alcoolismo. Segundo registros judiciais citados pela imprensa americana, Michele havia sido presa por dirigir sob efeito de álcool cerca de um mês antes de desaparecer. Ela também teria perdido o emprego em uma clínica veterinária por beber durante o expediente.>
O xerife afirmou ainda que não era incomum que Michele passasse períodos fora de casa, o que ajuda a explicar por que o desaparecimento só foi comunicado semanas depois.>
Agora adulta e mãe de duas filhas, Amanda descreveu a avalanche de sentimentos após descobrir que a mãe está viva.>
“Estou extasiada, estou furiosa, estou com o coração partido. É uma mistura de sentimentos”, escreveu em rede social. Ela admite que ainda não sabe se conseguirá reconstruir o relacionamento. “Minha primeira reação é dizer que sim, mas aí penso em toda a dor. Mesmo assim, minha mãe é humana, como todos nós”, desabafou.>