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Ana Beatriz Sousa
Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 08:00
Quase três décadas depois do acidente aéreo que comoveu o país, a história dos Mamonas Assassinas ganha um novo capítulo, desta vez, marcado por renovação e simbolismo. >
Os corpos de Dinho, Bento, Samuel, Júlio e Sérgio passam por um processo de exumação e cremação. As cinzas dos cinco músicos serão utilizadas no plantio de árvores de ipê em Guarulhos, na Grande São Paulo, cidade onde a banda nasceu. A iniciativa faz parte do chamado “Memorial Vivo Mamonas”.>
Em entrevista ao Portal LeoDias, Jorge Santana, primo de Dinho e atual responsável pela marca ligada ao grupo, explicou que a decisão não tem relação com esquecimento, mas com transformação. Segundo ele, a família entendeu que a imagem dos artistas não combinava mais com um espaço fixo e silencioso.>
A ideia surgiu após contato com o grupo responsável pelo BioParque e foi discutida entre os familiares até chegar a um consenso. O projeto prevê que as cinzas sejam incorporadas ao solo para o crescimento de cinco ipês, árvores conhecidas pela beleza e pelas flores vibrantes.>
A proposta também inclui um espaço aberto à visitação, com acesso gratuito para os fãs que, ao longo dos anos, mantiveram viva a memória da banda no cemitério. A intenção, segundo Jorge, é criar um ambiente de celebração, mais alinhado com a energia irreverente e alegre que marcou a trajetória do grupo.>
Mamonas Assassinas
Muita gente questionou o motivo da mudança acontecer somente agora, já que exumações costumam ocorrer poucos anos após o sepultamento. De acordo com a família, o avanço das técnicas e tecnologias disponíveis foi determinante para viabilizar o projeto da forma planejada.>
Para os parentes, o plantio dos ipês simboliza continuidade. Em vez de representar um fim, a transformação das cinzas em árvores aponta para um novo ciclo, onde a memória deixa de estar associada apenas à perda.>