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"O Brasil estragou tudo?", pergunta a revista britânica ‘The Economist’

Anos depois de capa afirmando que país estava "decolando", revista faz nova matéria sobre o país

  • D
  • Da Redação

Publicado em 26 de setembro de 2013 às 19:07

 - Atualizado há 3 anos

Da Redação

Quatro anos depois de fazer uma reportagem de capa afirmando que o Brasil estava "decolando", a revista britânica "The Economist" voltou a publicar uma matéria sobre o país, dessa vez se perguntando se o Brasil "estragou tudo". A reportagem está na capa da edição para Ásia e América Latina da revista.

Em novembro de 2009, uma reportagem de 14 páginas dizia que o Brasil estava em alta por ter se saído bem na crise financeira de 2008 - foi um dos últimos países a entrar e dos primeiros a sair, apontava a revista.

Neste ano, no entanto, a revista diz que o crescimento econômico está travado e questiona se o governo Dilma Rousseff vai conseguir "religar os motores". Desde 2009, o país "voltou à Terra", acrescenta a revista.

A matéria cita o crescimento de 0,9% do PIB em 2012 e os protestos que aconteceram por todo o país em junho, "os maiores de uma geração". A reportagem explica alguns pontos que podem contribuir para a desaceleração. "Todas as economias emergentes perderam ritmo. Alguns dos motores por trás do crescimento anterior do Brasil – os ganhos com o fim da hiperinflação e a abertura comercial, a alta dos preços das commodities e os grandes aumentos no crédito e no consumo – já terminaram de render", diz o texto.

A revista diz ainda que o Brasil aproveitou muito pouco os anos de crescimento. A  reportagem diz que o setor público é um peso muito grande para a iniciativa privada e que o país tem a estrutura tributária mais onerosa globalmente. "Esses problemas têm se acumulado ao longo de gerações. Mas Dilma Rousseff tem sido relutante ou incapaz de enfrentá-los, e criou mais problemas interferindo mais que o pragmático Lula. Ela assustou investidores para longe de projetos de infraestrutura e minou a reputação brasileira de retidão macroeconômica ao pressionar o presidente do Banco Central a cortar as taxas de juros", diz a matéria.

A revista acrescenta que Dilma será muito provavelmente candidata à reeleição no ano que vem e terá tempo para fazer as reformas necessárias ao país. "O Brasil não está destinado a falhar: se Dilma Rousseff pisar no acelerador ainda há uma chance de que ele decole".