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Operador de brinquedo diz que morte de cantora em parque pode ter sido por 'excesso de peso'

Vagão transportava quatro pessoas no momento do acidente

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 14 de abril de 2026 às 10:25

Cantora gospel Carolina Beatriz morre em parque de diversões
Cantora gospel Carolina Beatriz morre em parque de diversões Crédito: Reprodução

O operador do brinquedo conhecido como “minhocão”, Welington Borges, de 24 anos, afirmou que o acidente que provocou a morte da cantora gospel Carolina Beatriz, de 21 anos, pode ter sido causado pelo excesso de peso no vagão, que transportava quatro adultos. O caso ocorreu na noite de sábado (11), em um parque itinerante instalado em Itabirito, interior de Minas Gerais.

De acordo com decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o proprietário do Minas Center Park e um funcionário tiveram a prisão convertida de flagrante para preventiva. Para a Justiça, havia possibilidade de evitar o acidente caso o embarque não tivesse sido autorizado nas condições registradas. A informação foi divulgada pelo Estado de Minas.

No documento, é informado que o brinquedo apresentava estrutura precária e não contava com dispositivos adequados de segurança, dispondo apenas de uma barra de apoio manual. O equipamento descarrilou em alta velocidade já na primeira volta, o que, conforme o entendimento da Justiça, indica risco estrutural grave.

O velório da cantora gospel ocorreu na tarde de domingo (12) por Reprodução

Dois suspeitos de 24 e 45 anos, responsáveis pelo parque, foram presos em flagrante por lesão corporal e homicídio culposo.  A perícia recolheu provas no parque e interditou o brinquedo.

Acidente

Carolina estava acompanhada de familiares no momento do acidente. O irmão dela também ficou ferido, mas já recebeu alta médica. O sepultamento da jovem ocorreu no domingo (12), em Itabirito.

A defesa da família questiona as condições de funcionamento do parque e aponta possíveis falhas na montagem dos equipamentos. Segundo o advogado Daniel Soares, há indícios de precariedade na instalação das atrações.

Em nota, a Prefeitura de Itabirito informou que o parque possuía alvará de funcionamento vigente e destacou que a responsabilidade técnica e de segurança dos brinquedos depende de laudos específicos e fiscalização municipal.

Já o Corpo de Bombeiros esclareceu que sua atuação está restrita à prevenção contra incêndio e situações de pânico, não sendo responsável pela verificação do funcionamento das atrações. A Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos periciais para esclarecer as circunstâncias do acidente.