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Prepare o bolso: conta de luz vai ficar mais cara e bandeira vermelha deve durar meses

Especialistas apontam risco maior de bandeira vermelha em 2026 e pressão sobre a inflação

  • Foto do(a) author(a) Fernanda Varela
  • Fernanda Varela

Publicado em 16 de maio de 2026 às 09:28

O equilíbrio entre o benefício social e o custo do sistema desafia o setor elétrico, com repasses bilionários que pressionam o orçamento de residências e comércios em todo o país.
Conta de luz em 2026 tem "tarifa zero" para milhões e novo custo para demais consumidores Crédito: Shutterstock

A conta de luz dos brasileiros deve pesar mais no bolso nos próximos meses por causa do avanço do El Niño e da chegada do período seco no país. Segundo reportagem do jornal O Globo, a expectativa do setor elétrico é de maior frequência de bandeiras vermelhas em 2026 em comparação com o ano passado.

O fenômeno climático aquece as águas do Pacífico e costuma provocar redução de chuvas principalmente nas regiões Norte e Nordeste, aumentando a necessidade de acionamento de termelétricas, que possuem custo mais elevado.

Reduzir horas de uso do ar-condicionado. por Freepik

No fim de abril, a Agência Nacional de Energia Elétrica confirmou a bandeira tarifária amarela para maio após meses de bandeira verde. Segundo a agência, a mudança ocorreu por causa da redução das chuvas na transição entre os períodos chuvoso e seco.

Ao Globo, o economista Flávio Serrano, do Banco BMG, afirmou que a previsão é de bandeira vermelha patamar 1 a partir de junho e vermelha patamar 2 entre julho e setembro, cenário que deve pressionar a inflação no curto prazo. “Esperamos elevação das bandeiras nos próximos meses, fator que deve pressionar o IPCA no curto prazo”, disse o economista ao jornal.

Segundo a projeção apresentada na reportagem, a energia elétrica pode ficar cerca de 9% mais cara em 2026.

Especialistas do setor afirmam que, além das condições climáticas, o próprio modelo de formação de preços da energia também contribui para o aumento das tarifas.

Dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico mostram que os reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste operam atualmente com cerca de 65% da capacidade, enquanto a região Sul apresenta níveis mais baixos.

O Ministério de Minas e Energia informou que usinas termelétricas já vêm sendo acionadas como estratégia para garantir segurança energética durante o período seco.