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Da Redação
Publicado em 7 de dezembro de 2008 às 18:11
- Atualizado há 3 anos
As agências de publicidade DNA e SMP&B, de Marcos Valério, firmaram contratos sem concorrência no valor de R$ 50 milhões com a Brasil Telecom (BrT). Pelo menos,este é o convencimento da Polícia Federal (PF). Segundo informações da Agência Estado, a PF acredita que esta verba foi desviada para alimentar o esquema de Mensalão e que Humberto Braz, ex-presidente da BrT,intermediou o negócio. Os técnicos da PF, que analisaram os documentos apreendidos, revelaram que as empresas DNA e SMP&B conquistaram a conta de R$ 25 milhões ao ano, mais R$ 187,5 mil mensais, da BrT somente com a justificativa de que seria uma opção de qualidade e custo.>
Mas a relação entre os dirigentes Braz e Valério é suspeita e está sendo investigada pela polícia.As informações de todo o processo de contratação e dos documentos apreendidos estão sob custódia da PF. >
Pela agenda do ex-presidente da BrT já foi descoberto que ele se reuniu seis vezes com pessoas da agência de Marcos Valério, entre abril e outubro de 2004, quando a conta publicitária da companhia ainda era de outra agência, a Toró Propaganda.>
E em abril de 2005, a empresa foi dispensada e a DNA e SMP&B foram cotratadas por Carla Cico, presidente da BrT e Luciano Fernandes, indicado por Braz para assumir o cargo de diretor de materiais e serviços, segundo informou reportagem do jornal Estado de S.Paulo. O curioso é que a diretoria de marketing da Brasil Telecom não concordou com a contratação>