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Sem algemas e no banco de trás: vídeo mostra prisão de tenente-coronel por morte de esposa

Oficial é suspeito de matar a esposa, encontrada com tiro na cabeça

  • Foto do(a) author(a) Wendel de Novais
  • Wendel de Novais

Publicado em 18 de março de 2026 às 10:31

Tenente-coronel foi preso em condomínio
Tenente-coronel foi preso em condomínio Crédito: TV Vanguarda

Imagens mostram o momento em que o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto é preso na manhã desta quarta-feira (18), em São José dos Campos, no interior de São Paulo. No vídeo, o oficial aparece sendo conduzido sem algemas e acomodado no banco de trás de uma viatura. As informações são da Rede Vanguarda.

O policial foi indiciado por feminicídio e fraude processual pela morte da esposa, a também PM Gisele Alves Santana, encontrada com um tiro na cabeça no mês passado. O caso, inicialmente tratado como suicídio, passou a ser investigado como homicídio após a análise de laudos periciais.

A prisão ocorreu por volta das 8h12, no apartamento do oficial, localizado na região central da cidade. Equipes da Polícia Civil foram até o imóvel e efetuaram a detenção. Após a prisão, o tenente-coronel foi levado para prestar depoimento, enquanto as investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias da morte.

Tenente-coronel foi preso em condomínio por TV Vanguarda

Cena de suicídio montada

O pedido de prisão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, foi feito após a polícia concluir que a morte da soldada Gisele Alves Santana não foi suicídio, mas um caso de feminicídio seguido de fraude processual. A decisão pela preventiva do oficial foi feito nesta terça-feira (17) e conta com aval do Ministério Público de São Paulo. As informações são do g1.

O caso teve uma reviravolta, já que Geraldo alegou que Gisele se matou após ele pedir a separação e só apareceu como investigado na última semana. A situação se inverteu depois da análise de dois dos 24 laudos produzidos por peritos e considerados decisivos para afastar a hipótese inicial.

O caso, registrado inicialmente a partir da alegação de Geraldo, passou a ser tratado como morte suspeita e levou à exumação do corpo da vítima no dia 7 de março. De acordo com os peritos, os exames indicam que a policial foi imobilizada pelo pescoço e não apresentou sinais de defesa. Há ainda indícios de que ela pode ter desmaiado antes de ser atingida pelo disparo.

A perícia também concluiu que a cena foi alterada, sendo montada pelo tenente-coronel. Isso porque havia sangue em ‘lugares errados’ e a posição dos pés não era compatível com a de casos de suicídio. As conclusões foram tiradas a partir do caminho que a bala fez para atingir a cabeça de Gisele e a profundidade de ferimentos no pescoço da soldado que indicaram uma imobilização da vítima antes da morte.

Gisele Alves Santana por Reprodução

Tags:

Prisão Feminicído Tenente-coronel Geraldo Neto