'Similar aos von Richthofen': Filha segurou mãe para que namorado a esfaqueasse

Corpo foi encontrado em geladeira na cidade de Maceió

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Publicado em 6 de março de 2024 às 15:59

Corpo na geladeira Crédito: Arquivo Pessoal

O corpo de uma mulher foi encontrado dentro de uma geladeira na cidade de Maceió, capital de Alagoas, nesta terça-feira (5). Um homem, cuja identidade não foi revelada, confessou ter matado a vítima, que é sua sogra.

Segundo a Record TV, o suspeito revelou à Polícia Civil de Alagoas que contou com ajuda da sua namorada, uma adolescente de 13 anos, para executar o crime. A menor segurou os braços e pernas da mãe para que o namorado a esfaqueasse.

O genro alega que decidiu matar a sogra após uma briga entre os dois na noite de 1º de março. Antes, a vítima, identificada como Flávia, já anunciara ao casal que não desejava a presença do jovem na residência.

"Ele alegou que tinha conflitos constantes com a vítima, mãe da namorada, e inclusive, no período de Carnaval, houve uma briga entre eles e chegou a quebrar toda a residência. Quando então a mulher disse que não queria mais vê-lo dentro da sua própria casa. Então, na sexta-feira, 1º de março, acreditando que a vítima ia chegar na residência, também no Jacintinho, o jovem foi ao local. Porém, a mulher antecipou o retorno e chegou às 20h, quando se deparou com o infrator dentro da residência", disse o delegado Thiago Prado em entrevista ao programa Balanço Geral Alagoas, da TV Pajuçara/Record.

"Nesse momento, eles entraram em conflito, e o genro e a filha decidiram assassinar a senhora Flávia dos Santos Carneiro. Ele disse que contou com a ajuda da namorada. A adolescente conteve os braços e pernas da mãe, enquanto ele aplicava um golpe de mata-leão. A jovem, segundo o relato do interrogado, pegou uma faca e passou para ele. Foi quando ele começou a golpear a vítima. Identificamos aproximadamente 20 golpes de faca na região do crânio, do pescoço e do torax, o que foi suficiente para causar a morte da senhora Flávia", complementou Prado.

Thiago Prado ainda destacou que o casal, que estava junto há cinco meses, não demonstrou arrependimento do crime. "Foi a motivação de um casal que não estava mais aceitando a rejeição da vítima, e aí em comum acordo, decidiram assassiná-la. Ainda mais, eles não demonstraram arrependimento, já que permaneceram com o corpo da vítima na geladeira por cinco dias. A menina alega que ainda se passou pela mãe para não levantar suspeita. Ela usou o Whatsapp da mãe por dias. Então foram comportamentos que demonstram que tiveram a intenção, realizaram o crime e não se arrependeram".

"É um caso estarrecedor e marcante. Só me recordo, algo semelhante, o caso da Suzane Von Richthofen, que junto com o namorado e o cunhado, os conhecidos irmãos Cravinhos, assassinou os seus pais e depois desovou os corpos. Mais de 20 anos depois, não me recordo de um crime semelhante. Quando a jovem de apenas 13 anos se associa com o namorado, executa a mãe, empacota o corpo, coloca dentro da geladeira e aguarda cinco dias para desovar o cadáver. É algo estarrecedor", continuou.