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Esther Morais
Agência Brasil
Publicado em 1 de fevereiro de 2026 às 09:38
Com a liquidação de instituições financeiras pelo Banco Central (BC) desde o fim de 2025, aumentou a circulação de notícias e rumores sobre a situação de bancos em operação no Brasil. Nem sempre, porém, essas informações são corretas. Para consumidores e investidores, saber identificar alertas reais e diferenciar fake news é essencial para proteger o dinheiro. >
Especialistas alertam que existem ferramentas oficiais, indicadores públicos e sinais objetivos que permitem avaliar a saúde financeira de um banco. Antes de tomar qualquer decisão por medo, a recomendação é consultar fontes confiáveis, analisar dados técnicos e desconfiar de promessas de rentabilidade fora do padrão do mercado.>
Confira os principais passos para verificar se uma notícia negativa sobre uma instituição financeira procede ou se trata apenas de desinformação.>
1. Verifique se o banco é autorizado pelo Banco Central>
O primeiro passo é confirmar se a instituição é autorizada e supervisionada pelo BC. A consulta pode ser feita no site do órgão, no caminho Meu BC → Serviços → Encontre uma instituição. Bancos não autorizados não podem operar no sistema financeiro nacional.>
2. Consulte bases oficiais de dados>
Entre as principais fontes confiáveis estão a Central de Demonstrações Financeiras (CDSFN), do Banco Central; o site Banco Data, que organiza indicadores com recursos visuais; e as páginas de Relações com Investidores (RI), obrigatórias para todas as instituições autorizadas.>
3. Analise indicadores de solidez>
Alguns dados ajudam a avaliar a saúde do banco, como o Índice de Basileia — cujo mínimo exigido no Brasil é de 11% —, o lucro líquido recorrente, os níveis de inadimplência, o índice de imobilização e as notas de risco atribuídas por agências de classificação de crédito.>
4. Verifique a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC)>
O FGC garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, com teto global de R$ 1 milhão a cada quatro anos, para produtos como contas correntes, poupança, CDBs e letras de crédito. Investimentos como CRI, CRA, debêntures e títulos públicos não são cobertos.>
5. Desconfie de rentabilidade fora do padrão>
Embora bancos menores ofereçam taxas mais altas, retornos muito acima da média do mercado indicam maior risco. No caso de CDBs, especialistas recomendam cautela com taxas superiores a 115% do CDI.>
6. Fique atento a sinais de alerta>
Queda contínua do Índice de Basileia, prejuízos recorrentes, rebaixamentos de rating, investigações, ofertas agressivas de captação e entrada em regimes especiais do Banco Central são sinais que merecem atenção.>
7. Compare com investimentos mais seguros>
Para reduzir riscos, especialistas apontam o Tesouro Direto e aplicações em grandes bancos, que contam com maior solidez e cobertura do FGC.>
A informação de qualidade segue sendo a principal ferramenta para evitar prejuízos e não cair em boatos sobre o sistema financeiro.>