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Monique Lobo
Moyses Suzart
Publicado em 16 de fevereiro de 2026 às 19:47
O guitarrista Armandinho Macedo, 72 anos, falou sobre o irmão, o músico Aroldo Macedo, de 67 anos, nesta segunda-feira (16), que viajou para fora do Brasil para realizar um tratamento de saúde. Aroldo foi diagnosticado com Paralisia Supranuclear Progressiva, uma doença neurodegenerativa rara, grave e de evolução acelerada. >
De cima do trio, no Circuito Dodô (Barra-Ondina), Armandinho revelou a expectativa da família pelo retorno do músico. "Não tinha cura aqui e ele teve que ir pra fora. A gente teve que fazer, movido por amigos, Andrezão Simões [o músico André Simões], uma vaquinha para poder amparar, custear a viagem e o tratamento de mais de um mês lá fora. A gente está aguardando aqui com muita fé e com essa corrente de amigos, que com certeza vai trazer ele de volta, disse.>
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A vaquinha foi criada para ajudar a custear o tratamento de Aroldo. Quem quiser ajudar, pode participar através de doações em PIX para a esposa do guitarrista Margarida Maria Oliveira dos Santos Macêdo. A chave PIX é o CPF 59240210768. Também é possível fazer transferências bancárias para a conta Nubank (26), agência 0001, e conta corrente número 4189159-3. >
O diagnóstico da doença foi dado em outubro do ano passado. De acordo com Margarida, os médicos não conseguiam identificar o que era, já que os sintomas eram muito isolados. “É uma doença que é tratada como da família parkinsoniana, mas ela não tem tremedeira. Os pacientes são tratados com a mesma medicação do Mal de Parkinson. Não tem tratamento, tem suporte. À medida que vai agravando, vai entrando com outro suporte", explicou a esposa em entrevista anterior.>
Armandinho lembrou que, há pelo menos dois anos, o irmão passou a apresentar dificuldades para tocar. "Esse foi o primeiro sintoma. Ele buscou um neurologista, que constatou um AVC leve, algo assim. Ele foi levando as coisas. Mas, nos últimos quatro, cinco meses, o quadro foi evoluindo. Ele foi diminuindo os movimentos, tendo dificuldade de falar e, após um exame mais preciso, se chegou a esse diagnostico dessa doença que é irreversível e muito agressiva", explicou também em entrevista anterior.>
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