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A confiança milionária do governo, a turbulência de Geraldo e a rejeição de Jerônimo

Leia a coluna na íntegra

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  • Coluna Pombo Correio

Publicado em 5 de janeiro de 2024 às 09:35

Ferryboat em situação de degradação
Ferryboat em situação de degradação Crédito: Reprodução

Confiança de milhões


Tem causado estranheza o resultado de uma licitação em caráter emergencial feita pela Secretaria da Educação do Estado (SEC). O certame foi realizado para terceirização de mão de obra e, no final, venceu a empresa que apresentou o maior valor, o que vai gerar um prejuízo de R$30 milhões ao governo do estado. A empresa que terminou o processo em primeiro lugar sequer foi avisada do resultado, segundo apurou a coluna, o que fere a Lei de Licitações, que obriga a publicização da justificativa para a desclassificação. Pelo que se comenta nos bastidores, o governo tem muita CONFIANÇA na vencedora, mesmo com o custo muito mais alto.



Na surdina


Chama a atenção também o fato de que o contrato assinado foi publicado no Diário Oficial do Estado no último final de semana, durante as festas de final de ano e período em que o Poder Judiciário já está de recesso. O detalhe é que a licitação ocorreu há mais de 40 dias. O contrato tem validade de 90 dias, com possibilidade de renovação por igual período.

Turbulência ambidestra
Lideranças da base do governo projetam dificuldades na articulação eleitoral do vice-governador Geraldo Jr (MDB) com os partidos do grupo. A despeito de ter sido anunciado como candidato único, ele não é percebido como representante legítimo da esquerda, o que faz parte da militância do PT, PCdoB e PSB, por exemplo, mostrar reservas quanto aos rumos da campanha. A expectativa do emedebista é que o vice saia de um destes partidos, mas todos os nomes consultados até agora já declinaram. Em outra ponta, as siglas mais ao centro miram a troca de apoio por arranjos em 2026, sobre os quais Geraldo não tem autonomia para deliberar.


Barbas de molho


Após a pesquisa do instituto AltasIntel divulgada na semana passada, lideranças governistas começam a questionar o peso que Jerônimo Rodrigues terá na eleição deste ano em Salvador. O resultado aponta uma elevada rejeição do petista na capital (46% dos entrevistados). A dúvida é saber se a participação ativa de Jerônimo na disputa - como ele parece querer - vai impulsionar a candidatura de Geraldo Júnior. Fato é que os altos índices de violência e as sucessivas promessas requentadas que não saem do papel (como a ponte e o VLT) parecem ter deixado a população soteropolitana sem paciência para o governante.


Bola fora

O governador, por sinal, parece ainda continuar no palanque eleitoral. Em uma agenda no interior, o líder petista disse, literalmente, que “a prioridade será para aqueles municípios” que estiveram com ele na eleição e que tiveram “a coragem de acreditar em mim naquele momento”. A fala ocorreu após um questionamento feito sobre o posicionamento do governador em Jequié, onde o prefeito Zé Cocá (PP) não o apoiou nas eleições. Nas redes sociais, a fala do governador foi duramente criticada e ele foi chamado de “ditador”. Um dos internautas avisou: “Zé Cocá tá cuidando da cidade melhor do que ele tá cuidando da Bahia. Estamos felizes sem o apoio do governador”. Por lá, o prefeito nada de braçada com aprovação elevadíssima.



Mãos de tesoura


O governador Jerônimo Rodrigues desidratou pelo menos R$60 milhões do volume de investimentos feitos pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) em comparação ao executado em 2022. Segundo o portal Transparência Bahia, o petista aplicou R$539 milhões em seu primeiro ano de governo, contra R$600 milhões do último ano de Rui - que já não davam conta de enfrentar a crise na regulação de pacientes. Não bastasse reduzir os recursos, Jerônimo ainda tentou transferir a responsabilidade do planejamento e gestão de leitos para as prefeituras, especialmente a de Salvador, mas a desculpa não colou. Os números mostram que ele não priorizou a saúde.



Crise sem fim


Não é novidade o estado de sucateamento do sistema ferryboat, mas a falta de ação do governo baiano chama a atenção e, inclusive, foi apontada em uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Somente de janeiro a setembro de 2023, foram emitidos 165 autos de infração contra a concessionária que administra o modal, mas não houve nenhuma penalidade aplicada pelo governo, cuja falta de ação foi classificada como “morosidade”. A auditoria foi publicada no final do ano, período em que o sistema voltou a apresentar uma série de problemas recorrentes, incluindo uma embarcação que ficou por duas horas à deriva.



Inimigos, pero no mucho


A série “pense num absurdo, na Bahia tem precedentes” dessa semana vem do Oeste da Bahia. Por lá, o ex-deputado Tito Cordeiro, bolsonarista declarado, se filiou ao PT para concorrer à prefeitura de Barreiras, onde já foi vereador e presidente da Câmara. Ex-Avante, Tito não apenas posou em fotos com o ex-presidente como declarou amores por Bolsonaro. O mais irônico foi o PT anunciar a filiação com pompa.

Balanço positivo

Vereadores aliados do prefeito Bruno Reis alfinetaram o vice-governador Geraldo Júnior (MDB) após a divulgação do balanço de 2023 da Câmara Municipal, agora sob o comando de Carlos Muniz (PSDB). Com o tucano, a Casa produziu mais do que em 2022, com Geraldo no comando, e ainda devolveu à prefeitura quase R$16 milhões, maior valor da história. Além disso, pagou um abono maior do que o antecessor. Em conversas reservadas, disseram que Muniz tem demonstrado mais habilidade política e capacidade administrativa do que Geraldo. “Os números de Muniz são um ponto fraco para Geraldo”, disse um deles.