Jogadores falam em sofrimento e Edigar avisa: 'estamos vivos'

Enquanto tricolores festejavam, gremistas se queixavam de pênalti marcado

Publicado em 24 de setembro de 2017 às 21:43

- Atualizado há um ano

. Crédito: Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

Foi no sufoco, na tensão, com toda aquela sofrência que o torcedor tricolor está acostumado, mas o Bahia ganhou do Grêmio, domingo (24), na Fonte Nova, por 1x0.

O ponteiro marcava 48 minutos do segundo tempo quando Allione foi derrubado na área por Edilson e o árbitro marcou pênalti para o Bahia. Após muita reclamação em campo e muita festa na arquibancada, Rodrigão pegou a bola, ajeitou na marca do pênalti e, com frieza, mandou no cantinho do gol de Paulo Victor, levando a torcida à loucura já aos 51 minutos.

O alívio estava estampado no rosto dos jogadores do Bahia. Um dos poucos que quis falar após o confronto, Edigar Junio admitiu que o time sofreu. “A gente sofreu bastante, mas valeu a garra, valeu o esforço. Vamos, vamos em frente porque a gente está vivo na competição. Com humildade e pés no chão, a gente ainda vai dar muita alegria para essa torcida”, disse o atacante, que entrou no lugar de Zé Rafael no segundo tempo.

Mais contido na euforia, o capitão Tiago analisou o jogo. “A gente tinha alertado que estávamos abaixo na pegada, na força. Eles estavam brigando muito, mas conseguimos”, festejou o zagueiro.

Reclamação Quem não estava contente foi o elenco do Grêmio. Edilson criticou a arbitragem por ter marcado pênalti em Allione. “Os dois escorregaram. Não sei quem primeiro. Não houve choque. O árbitro ali atrás tem que ajudar o principal, mas não ajuda. Depois colocam árbitro de vídeo, eles ficam desempregados e não sabem o motivo”, reclamou. Já o argentino do Bahia foi curto e grosso: “Se eu caí, foi pênalti”.

Com o resultado, o Bahia subiu para a 13ª posição. O time ainda pode perder uma posição hoje, a depender do resultado de Sport x Vasco, às 20h, na Ilha do Retiro.