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Papellin define estratégia do Vitória no mercado e planeja até cinco contratações para Série A

Novo diretor de futebol do Leão foi apresentado nesta quinta-feira (8)

  • Foto do(a) author(a) Pedro Carreiro
  • Pedro Carreiro

Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 17:56

Sérgio Papellin, novo diretor de futebol do Vitória
Sérgio Papellin, novo diretor de futebol do Vitória Crédito: Victor Ferreira/EC Vitória

Sérgio Papellin chegou ao Vitória em um momento decisivo da temporada: com a janela de transferências aberta, o elenco em formação e a necessidade de evitar os mesmos erros que levaram o clube a sofrer até a última rodada do Campeonato Brasileiro de 2025. Anunciado na última segunda-feira (5) e apresentado oficialmente nesta quinta (8) como novo diretor de futebol, o dirigente assume o cargo após a saída de Gustavo Vieira e passa a ser o sétimo nome diferente à frente do departamento desde o início da gestão de Fábio Mota, em 2021.

Antes da chegada de Papellin, o Vitória já havia negociado três reforços nesta janela: o volante Caíque Gonçalves, o lateral-direito Matheusinho e o zagueiro Riccieli, além de ter deixado bem encaminhada a contratação do zagueiro Caio Marcelo. Agora, o novo diretor trabalha para complementar o elenco sem romper com o planejamento esportivo e financeiro do clube.

“O presidente já tinha me passado algumas carências. Conversei bastante com o Jair e com o Manequinha, que é um cara sensacional. Estamos trocando ideias e analisando opções. O mercado está inflacionado, mas estamos buscando peças que caibam na realidade do Vitória, aproveitando oportunidades de mercado e boas relações com outros clubes”, afirmou Papellin em entrevista coletiva.

Zé Marcos  por Victor Ferreira/EC Vitória

A tendência é que o Vitória seja ativo de forma pontual. A ideia do dirigente é que o clube faça apenas mais algumas contratações para fechar o time para a disputa da primeira parte do Campeonato Brasileiro. O Vitória estreia na competição no próximo dia 28, contra o Remo, no Barradão.

“Estou conversando com um do mercado sul-americano, mas que joga no Brasil. A gente está conversando, ainda é precoce. A gente quer entre quatro e cinco atletas para iniciar o Brasileirão, que vai ser difícil”, explicou o dirigente.

Mais do que nomes, Papellin deixou claro que o clube busca um perfil específico de atleta: jogadores em fase de crescimento, com ambição esportiva e disposição para competir intensamente. priorizando atletas que cheguem para competir e elevar o nível do elenco, sem comprometer o orçamento.

“Tem que trazer jogadores com fome de crescer na carreira, de conquistar independência financeira. Trazer jogador que passou em grandes equipes, com 35 anos de idade, ele vai passear na Praia do Forte, não vai pensar em crescer com o Vitória. Tem que trazer jogadores guerreiros, comprometidos, que briguem”, pontuou.

Baralhas foi contratado junto ao Atlético-GO por R$ 8 milhões por Victor Ferreira/ EC Vitória

Dentro dessa lógica, o mercado internacional passa a ser uma alternativa estratégica, principalmente diante da inflação do futebol brasileiro. Com experiencia internacional e acostumado a contratar gringos no Fortaleza, Papellin terá bom suporte para fazer o mesmo no Leão, já que encontrou um departamente de futebol organizado.

“Encontrei uma equipe muito bem estruturada, que garimpa muitos jogadores. Passar quatro anos na Libertadores e na Sul-Americana abre contatos com empresários do exterior. Tanto que alguns lá já falam espanhol. É um mercado que tem que se abrir por causa da inflação do mercado nacional. Tendo um conhecimento maior no mercado externo, você consegue jogadores com custo menor do que aqui”, explicou.

Falando de nomes mais concretos que podem surgir no radar do clube, o atacante Marinho voltou a ser citado como possibilidade. Desde que deixou o Vitória, em 2016, o jogador tem seu nome frequentemente ligado a um retorno à Toca do Leão. A relação próxima com Sérgio Papellin, construída durante o período em que trabalharam juntos no Fortaleza, naturalmente alimenta a expectativa da torcida. No entanto, o dirigente tratou o tema com cautela e afirmou que, ao menos neste momento, não há nenhuma negociação em andamento.

“Tenho boa relação com o Marinho, me ligou desejando boa sorte no Vitória. Mas não vou decidir sozinho as contratações. Tem que ser democrático. Crítico alguns colegas de profissão que chegam no clube querendo impor. Se for do perfil que o clube queira, a gente vai conversar sem nenhum problema, mas não vou decidir sozinho. O perfil que a gente quer é de jogador guerreiro, competitivo, que venda caro uma derrota”, afirmou.

Além de Marinho, o rebaixamento do Fortaleza abre a possibilidade de movimentações envolvendo outros atletas do clube cearense. Muitos dos jogadores que podem deixar o elenco tricolor foram contratados justamente durante passagens anteriores de Papellin, o que facilita o conhecimento sobre o perfil e o desempenho desses nomes. Ainda assim, o diretor reforçou que qualquer investida será feita com responsabilidade financeira.

“Existe interesse em jogadores do Fortaleza, mas precisamos ver se a gente aguenta arcar com o custo. Tem jogador que temos interesses, mas estão pedindo três milhões de dólares. Tem que procurar encontrar peças que você se interesse e eles queiram tirar do orçamento. Fortaleza tem um custo muito alto. Depois do rebaixamento tem que baixar o orçamento do time em R$ 7 milhões”, explicou.

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Vitória