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Amanda Cristina de Souza
Publicado em 30 de março de 2026 às 07:45
Se você alugou um imóvel por plataformas como o Airbnb, vale atenção, pois esse tipo de renda precisa aparecer na sua declaração do Imposto de Renda 2026. Ignorar isso pode sair caro e não é pouco. >
A omissão desses valores pode gerar multa de 75% sobre o imposto devido, além de juros e outras penalidades previstas na legislação. Esse tipo de rendimento, comum em aluguéis por temporada, é considerado tributável e deve ser informado à Receita Federal, conforme orientações de consultorias tributárias e materiais técnicos do próprio Fisco.>
Com a digitalização avançando, a fiscalização ficou muito mais afiada. Hoje, várias análises de especialistas mostram que plataformas digitais já compartilham dados com o Fisco, o que permite cruzar informações quase automaticamente.>
Traduzindo, está cada vez mais difícil algum rendimento “passar batido”. Valores que você recebe por hospedagens via aplicativos, por exemplo, são facilmente identificados. Isso aumenta bastante o risco de cair na malha fina ou até de levar uma autuação se algo não bater.>
E não para por aí. A Receita também vem evoluindo na tecnologia e ampliando o controle até sobre operações que acontecem fora dos bancos tradicionais. Ou seja, o cerco ficou mais amplo e mais inteligente.>
Se você deixar de declarar rendimentos, a multa padrão já é pesada, 75% sobre o imposto devido. Mas a coisa piora, e muito, se a Receita entender que houve tentativa de esconder informação, fraude ou algo intencional. Nesses casos, a multa pode chegar a 150%.>
E não é só isso. Ainda entram juros com base na taxa Selic desde a data em que o imposto deveria ter sido pago. Ou seja, quanto mais tempo passa, maior fica a conta.>
Para ter uma ideia, segundo o contador Carlos Alberto, da Countax Contabilidade, deixar de declarar R$50 mil pode virar uma cobrança acima de R$30 mil somando imposto, multa e encargos. Mas claro, esse valor varia dependendo de como a Receita analisa cada caso.>
Um erro bem comum é achar que dá pra resolver tudo só na declaração anual, mas não é assim que funciona. Rendimentos recebidos de pessoas físicas ou do exterior (bem comum em plataformas como Airbnb) precisam ser declarados mês a mês pelo Carnê-Leão.>
Depois, esses dados ainda têm que ser levados para declaração anual. Quando isso não é feito direito, vira um prato cheio de inconsistências e problemas com a Receita.>
Resumindo, não basta acertar as contas no final do ano. O certo é ir pagando e declarando ao longo dos meses, sem deixar acumular.>
Cair na malha fina pode trazer outras dores de cabeça além do financeiro. Entre os possíveis efeitos estão:>
retenção da declaração;>
CPF irregular;>
cobrança retroativa com encargos;>
e, em situações mais graves, enquadramento por crime tributário, conforme a Lei nº 8.137/1990, quando há intenção de fraude ou ocultação deliberada.>
Esse tratamento não vale só para o Airbnb, mas também para outras plataformas digitais de prestação de serviços, transporte ou com intermediação de receitas, pois envolvem recebimento de renda.>
Se você quer evitar dor de cabeça com a Receita Federal, o melhor caminho é jogar limpo desde o começo. Isso significa declarar todo mês o que você ganha com aluguel usando o Carnê-Leão e depois levar essas informações certinhas para sua declaração anual do Imposto de Renda.>
Dá, sim, pra pagar menos imposto, mas do jeito certo. Você pode abater despesas que têm tudo a ver com o aluguel por temporada, como IPTU, condomínio, taxas de plataformas (Airbnb) e custos com manutenção e limpeza do imóvel.>
Só que tem uma regra importante, essas despesas precisam estar diretamente ligadas à renda e ao período em que o imóvel ficou alugado. E nada de “no boca a boca”, tem que ter comprovação, como recibos, notas fiscais ou extratos bancários.>
Mas nem tudo entra nessa conta. Gastos pessoais ou mais permanentes, como contas do proprietário, reformas grandes ou compra de móveis, normalmente não podem ser deduzidos, a não ser em casos bem específicos previstos na lei.>
Sobre a tal da Reforma Tributária (LC 214/2025), ela criou novos tributos (IBS e CBS), mas isso só afeta quem tem mais de três imóveis alugados e fatura acima de R$240 mil por ano. Ou seja, a maioria dos anfitriões segue no modelo atual, pagando apenas o Imposto de Renda via Carnê-Leão.>
Em 2026, a Receita ainda está implantando esse novo sistema aos poucos. A mudança completa só deve acontecer lá por 2033. Até lá, pra maioria das pessoas, o foco continua sendo simples declarar tudo certinho e aproveitar as deduções permitidas.>
Hoje em dia, a Receita Federal está muito mais ligada. Com o cruzamento de dados e a integração das informações digitais, ficou bem mais fácil acompanhar os rendimentos e as transações. Aquilo que antes podia passar batido agora dificilmente escapa, ou seja, o espaço para erro ou omissão tá cada vez menor.>
Na prática, isso quer dizer que esconder ou esquecer de declarar rendimentos, principalmente os que vêm de plataformas digitais ou novas formas de ganhar dinheiro, virou um risco grande. A fiscalização não só encontra inconsistências com mais facilidade, como também já tem um caminho bem claro para cobrar e responsabilizar.>
Para quem declara, a mensagem é simples, ser transparente e manter tudo organizado não é mais um diferencial é o básico. Ignorar isso pode acabar em multa, dor de cabeça e até problemas legais. Por outro lado, fazer tudo certinho traz mais tranquilidade, segurança e até ajuda a planejar melhor a vida financeira.>