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Anvisa autoriza dose maior de Wegovy contra obesidade; custo pode chegar a R$ 32 mil

Nova liberação de 7,2 mg foca em pacientes que pararam de emagrecer com a dose padrão. Sem canetas específicas no Brasil, custo mensal dispara devido à necessidade de combinar várias aplicações

  • Foto do(a) author(a) Amanda Cristina de Souza
  • Amanda Cristina de Souza

Publicado em 7 de maio de 2026 às 11:00

Mudança aprovada pela Anvisa amplia alternativa de tratamento para adultos com obesidade que deixaram de perder peso com o Wegovy
Mudança aprovada pela Anvisa amplia alternativa de tratamento para adultos com obesidade que deixaram de perder peso com o Wegovy Crédito: Haberdoedas, Pexels

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou a ampliação da dose do Wegovy para até 7,2 mg por semana em adultos com obesidade. A decisão, publicada em maio, abre uma nova alternativa para pacientes que deixaram de responder à dose padrão de 2,4 mg.

A atualização busca atender casos de estagnação no tratamento, com possibilidade de ajuste terapêutico sob acompanhamento médico para retomar a perda de peso.

Obesidade traz riscos à saúde por Shutterstock

Custo alto e limitação no acesso

A aplicação da nova dosagem ainda enfrenta barreiras no país.

Sem canetas específicas de 7,2 mg disponíveis, o protocolo atual exige a combinação de três aplicações de 2,4 mg. O formato eleva o custo mensal para uma faixa estimada entre R$ 23 mil e R$ 32 mil.

O medicamento não é ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o que limita o acesso a pacientes que têm uma renda maior.

A progressão até a dose máxima também pede cautela. O paciente precisa permanecer por pelo menos quatro semanas em cada etapa antes de avançar, sempre com avaliação clínica.

Dose ampliada e o estudo da Novo Nordisk

Estudos da Novo Nordisk indicam que a dose de 7,2 mg pode levar a uma redução média de 20,7% do peso corporal ao longo de 16 meses.

Na dose padrão, os resultados giram em torno de 15,6%.

A indicação mantém o tratamento associado a dieta com restrição calórica e prática regular de atividade física.

A importância de monitorar os efeitos colaterais

O aumento da dose amplia a necessidade de acompanhamento médico.

Os efeitos mais comuns seguem sendo gastrointestinais, como náuseas e vômitos. Também há relatos de disestesia, uma alteração sensorial que pode provocar formigamento na pele do paciente.

Caso não tenha ganho adicional de eficácia ou surjam efeitos relevantes, a recomendação clínica é reavaliar o tratamento e, se necessário, retornar à dose anterior.

O uso do medicamento, em qualquer dosagem, depende da prescrição médica e acompanhamento profissional, com análise contínua de riscos e benefícios ao paciente.

Tags:

Anvisa Obesidade