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Amanda Cristina de Souza
Publicado em 6 de maio de 2026 às 09:00
A falta de atualização no Cadastro Único pode fazer a conta de luz subir de imediato para até 3,5 milhões de famílias. O alerta da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) aponta impacto direto no orçamento em um cenário de reajustes que, em estimativa média, podem chegar a 15%, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
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Sem a regularização, o benefício da Tarifa Social é cancelado automaticamente, e a família passa a arcar com o valor integral da fatura. >
Revisão do Cadastro Único 2026 começa a bloquear benefícios; veja quem precisa atualizar os dados
A regra exige atualização cadastral a cada dois anos.>
Segundo o Ministério de Minas e Energia e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a ausência dessa renovação leva à suspensão do desconto, mesmo quando a família ainda se encaixa nos critérios de renda.>
O corte acontece de forma automática, sem aviso individual.>
O benefício atende famílias inscritas no Cadastro Único, com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa. Também inclui quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC)>
Famílias com pessoas com deficiência que usam equipamentos elétricos de forma contínua podem pedir inclusão junto à distribuidora.>
O modelo atual, consolidado pela MP 1.300/2025, garante isenção total (100% de desconto) sobre a tarifa de energia para quem consome até 80 kWh por mês. Caso a família ultrapasse esse limite, o valor excedente é cobrado integralmente, sem descontos progressivos.
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O cruzamento de dados entre governo e concessionárias ampliou a entrada automática de aposentados e pensionistas de baixa renda. Com o CPF regularizado nas bases oficiais, o desconto passa a ser aplicado direto na conta de luz.>
Quem ultrapassa a faixa de consumo contemplada sente integralmente os efeitos dos reajustes.>
A atualização deve ser feita pelo responsável familiar. É preciso apresentar CPF ou Título de Eleitor, documentos de todos os moradores e um comprovante de residência atualizado.>
No caso de famílias com pessoas com deficiência, entra também o laudo médico que comprove a necessidade de uso contínuo de equipamentos elétricos. Para indígenas e quilombolas, o registro específico de identificação também é aceito. >
O desconto funciona como proteção parcial contra a alta da energia. Sem o benefício, a família passa a arcar com o valor cheio da tarifa, justamente em um momento de pressão sobre os custos no setor elétrico.>
Manter o cadastro em dia acaba sendo decisivo para evitar aumento imediato na conta e garantir a continuidade do desconto nos próximos meses. >