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Carmen Vasconcelos
Publicado em 4 de fevereiro de 2026 às 20:23
A chegada definitiva da inteligência artificial ao cotidiano corporativo pressiona empresas a rever cultura, liderança e forma de trabalhar. Espera-se que em 2026 a IA seja definitivamente incorporada como uma infraestrutura da área de Recursos Humanos, tornando-se um pilar fundamental nas operações da área por meio da combinação da IA com a inteligência e supervisão humana, consolidando-se como um apoio indispensável para gerir as novas responsabilidades do setor. Nesse cenário, o RH deixa de ser apenas executor de processos e passa a ocupar um lugar estratégico, tendo um papel central na gestão de talentos, performance e crescimento sustentável – e, assim, tendo impacto direto nos resultados. Cabe à área preparar equipes para mudanças aceleradas, reduzir insegurança, interpretar tendências externas, promover o crescimento e habilidades de cada funcionário, e proteger pessoas em um ambiente marcado por automação e pressão. >
O desafio, então, não se limita à tecnologia. Estudos do MIT e da Deloitte apontam que as competências mais determinantes para o futuro do trabalho são humanas — pensamento crítico, julgamento, criatividade e empatia. O bem-estar do colaborador, também se torna uma área importante, tomando um espaço considerável no referente à infraestrutura organizacional de cada empresa, principalmente após a implementação total da nova NR-1, que tem como maior característica mudanças relacionadas aos cuidados psicossociais dos colaboradores. Ao mesmo tempo, o Brasil vive atualmente um aumento de afastamentos ligados à saúde mental, enquanto quatro gerações profissionais dividem o espaço com sistemas de IA que já influenciam decisões e rotinas. Em 2026, a agenda de pesquisas e eventos de RH evidencia essa transição e indica possíveis caminhos e desafios para empresas que precisam equilibrar produtividade, bem-estar e desenvolvimento humano, além de se adaptarem a mudanças tecnológicas, que crescem de forma exponencial, em um ritmo hiper acelerado, e que não espera quem ficou para trás.>
Março>
— StartSe RH Leadership Festival 2026>
Na semana seguinte, nos dias 26 e 27 de março, o StartSe RH Leadership Festival 2026, no Distrito Anhembi, coloca o RH diante do desafio concreto de operar em um ambiente em que a inteligência artificial já está integrada ao cotidiano. A curadoria do festival conecta tendências internacionais e experiências de empresas que já trabalham com modelos híbridos para discutir os impactos da tecnologia sobre liderança, cultura e desempenho. Ao mesmo tempo, as Salas de Workshops oferecem sessões curtas e orientadas à aplicação imediata, abordando temas como a adoção de IA, a requalificação e o redesenho de processos. Completando a programação, os Hot Seats reúnem executivos de grandes organizações e HR Techs em conversas abertas sobre reorganização de times, pressão por eficiência e tomadas de decisão em cenários de incerteza, com o objetivo de produzir orientação prática para quem precisa adaptar suas estruturas no presente.>
Maio>
— RH Summit 2026>
Nos dias 5 e 6 de maio, o RH Summit aborda o desafio de transformar dados organizacionais em resultados sustentáveis. O encontro parte do princípio de que processos, métricas e tecnologia só fazem sentido quando refletem a experiência das pessoas. A programação reforça que o papel do RH é interpretar indicadores, conectar propósitos e construir organizações que sustentem engajamento sem descuidar da exigência por performance.>
Junho>
— Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento (CBTD)>
Entre 8 e 10 de junho, o CBTD concentra debates sobre aprendizagem contínua. Em um ambiente em que tarefas mudam rapidamente e funções tradicionais perdem rigidez, o desenvolvimento passa a ser permanente. O congresso destaca que treinar equipes não é apenas suprir lacunas técnicas, mas preparar profissionais para raciocinar, aprender e se adaptar em ciclos mais curtos.>
Agosto>
— CONARH 2026>
A agenda culmina com o CONARH, de 18 a 20 de agosto, no São Paulo Expo. Reconhecido pela escala e abrangência, o encontro reúne milhares de profissionais para discutir ética na adoção da IA, a convivência entre múltiplas gerações e o papel humano em decisões estratégicas. O foco se desloca da previsão para a construção do presente: a IA já está incorporada, e o dilema agora é como gerir pessoas em um ambiente mais complexo, diverso e exigente.>
O RH como ponte entre tecnologia e humanidade>
O RH ocupa, em 2026, o ponto de interseção entre tecnologia e cultura. A área é chamada a liderar a transição entre modelos tradicionais e novas dinâmicas, assegurando que a inovação não sufoque as pessoas que a tornam possível. Integrar IA ao trabalho, desenvolver novos líderes, combater burnout e conectar gerações deixam de ser objetivos acessórios e passam a definir o desempenho organizacional.>
Quando máquinas ampliam seu papel nos negócios, aumenta a responsabilidade humana de interpretar, decidir, orientar e cuidar. Em 2026, a gestão de pessoas assume o protagonismo de orientar o trabalho para onde ele precisa ir sem perder de vista quem o realiza.>
Com assessoria>