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Como é o apartamento de R$ 2 milhões de Wagner Moura em prédio histórico em frente ao Farol da Barra

Edifício Oceania, na Barra, une arquitetura emblemática, vista para o mar e uma convivência marcada pela proximidade entre moradores

  • Foto do(a) author(a) Heider Sacramento
  • Heider Sacramento

Publicado em 30 de janeiro de 2026 às 08:00

Apartamento de Wagner Moura fica em prédio histórico com vista para o Farol da Barra
Apartamento de Wagner Moura fica em prédio histórico com vista para o Farol da Barra Crédito: Reprodução

Mesmo passando longos períodos fora do Brasil, Wagner Moura mantém Salvador como ponto de retorno. Quando está na capital baiana, o ator costuma ficar em um apartamento no Edifício Oceania, construção histórica localizada em frente ao Farol da Barra, um dos endereços mais simbólicos da cidade.

Inaugurado em 1943, o Oceania entrou para a história como o primeiro prédio residencial em formato de condomínio da Bahia. O imóvel atravessou décadas praticamente intacto e hoje funciona como um marco arquitetônico cercado pelo vai e vem de turistas, ambulantes e moradores da orla.

Por trás da fachada em estilo art déco, a rotina é bem diferente do movimento do lado de fora. Portas abertas, conversas nos corredores e relações próximas entre vizinhos fazem parte do dia a dia, criando um ambiente que lembra tempos em que prédios funcionavam quase como pequenas comunidades.

Segundo moradores e vizinhos de Wagner, o ator circula pelo edifício com naturalidade sempre que está na cidade. Ele costuma conversar com quem encontra pelo caminho e mantém uma relação simples com a vizinhança, comportamento visto como algo comum dentro do prédio. Para quem vive ali, a presença de artistas nunca foi tratada como atração.

Wagner Moura em seu apartamento no icônico Edifício Oceania, na Barra de Salvador por Reprodução/Instagram

O Edifício Oceania reúne 48 apartamentos distribuídos em oito andares residenciais, com seis unidades por pavimento. Todos contam com três quartos e metragens amplas, que variam de acordo com a planta. A maioria dos moradores é formada por pessoas que vivem no local há muitos anos, além de proprietários que usam os imóveis como residência temporária.

Ao longo do tempo, outros nomes conhecidos já passaram pelos corredores do prédio, como Lázaro Ramos e Vladimir Brichta. Em décadas anteriores, figuras como Gilberto Gil, Pelé e Xuxa também foram vistos com frequência no local, o que contribuiu para o status simbólico do endereço.

Internamente, o Oceania surpreende pela estrutura. O prédio é vazado, com um espaço central no térreo que permite a entrada de luz natural e a visão do céu. Nos andares superiores, corredores conectam áreas internas e facilitam a circulação, reforçando o clima de convivência constante.

Edifício Oceania por Paula Fróes/CORREIO

Além da vista privilegiada para o mar da Barra, o edifício carrega histórias curiosas. Durante as escavações para a construção, foram encontrados vestígios de um antigo cemitério indígena. Ao longo dos anos, episódios trágicos e lendas urbanas passaram a integrar o imaginário dos moradores, ainda que muitos tratem o assunto com leveza.

Após enfrentar um período de desvalorização nos anos 1990, o Oceania voltou a ser altamente disputado com a revitalização do bairro. Atualmente, unidades à venda são raras e atingem valores milionários. Aluguéis por temporada também chamam atenção, especialmente no Carnaval, quando os preços disparam.

Tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia desde 2008, o prédio preserva elementos originais como o hall em mármore, portas antigas e plantas amplas sem suítes. Ao mesmo tempo, lida com desafios comuns a construções históricas, como a adaptação tecnológica e a limitação de vagas de garagem.

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Wagner Moura