Conheça maneiras de melhorar a jornada do candidato em processos seletivos

Cerca de 40% dos candidatos com experiência negativa no recrutamento não têm intenção de manter vínculos com a marca

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Publicado em 13 de junho de 2024 às 09:00

As organizações podem se preparar para conduzir o processo seletivo de modo mais acertivo
As organizações podem se preparar para conduzir o processo seletivo de modo mais acertivo Crédito: Shutterstock/reprodução

Em um processo seletivo é essencial garantir uma experiência positiva dos candidatos, pois isso contribui para a formação da imagem da empresa. De acordo com um estudo realizado pelo Talent Board, 41% dos candidatos que tiveram uma jornada negativa no recrutamento, não têm intenção de manter vínculos com a marca.

Esse resultado traz luz para a falta de preparo de muitas organizações na hora de conduzir um processo de contratação, especialmente no âmbito tecnológico. Segundo a Ticket, empresa de benefícios, 34% dos profissionais de RH utilizam raramente tecnologias como a Inteligência Artificial (IA) no seu dia a dia.

Pensando nisso, separamos quatro maneiras de como as empresas podem melhorar a jornada de seus usuários durante um processo de recrutamento:

1 - Gamificação

A Taqe, HRTech que reúne candidatos, empregadores e parceiros educacionais, utiliza a gamificação para montar um currículo ampliado das pessoas candidatas para então conectá-las com oportunidades de trabalho e educação.

A abordagem gamificada proporciona uma visão abrangente dos perfis das pessoas candidatas, o que significa que não apenas aqueles que possuem mais conhecimentos técnicos ou experiências serão priorizados, ampliando assim o acesso às oportunidades.

A partir dessas informações, o sistema realiza o match com as milhares de vagas e cursos disponíveis, oferecendo uma melhor experiência para o candidato e se posicionando como aliado para empresas e instituições de ensino.

2- Testes psicológicos

Para Ricardo Mattos, CEO da Vetor Editora, a complexidade de contratar não está apenas na identificação de habilidades, mas também em ir além do currículo, já que cada profissional tem uma vivência e experiência que refletem no seu perfil de trabalho. Os testes psicológicos on-line são ferramentas utilizadas há muitos anos em processos de seleção, como parte da avaliação de candidatos. Eles auxiliam na identificação de uma ampla gama de perfis de forma rápida e eficaz, evitando o desgaste por parte dos profissionais.

“Esses testes psicológicos para o meio organizacional têm sido essenciais para o apoio da área de recrutamento e seleção, auxiliando na avaliação de competências necessárias para diversos cargos de forma simples e rápida”, explica Ricardo Mattos, CEO da Vetor Editora, referência em materiais e tecnologia para avaliação psicológica e manutenção da saúde mental nas empresas.

3 - Alinhamento de cultura

Para Fabiana Ramos, CEO da PinePR, agência de PR especializada no atendimento a empresas de tecnologia e inovação, o cuidado com o processo seletivo vai além da entrevista e escolha do profissional ideal para a vaga, mas está também no alinhamento da cultura durante esse relacionamento.

“Somos muito cuidadosos na condução desses processos seletivos e buscamos talentos alinhados à cultura e aos valores da agência. É muito importante exemplificá-los desde a primeira conversa. Trabalhamos em um ambiente integrativo, com diversas gerações, e valorizamos o modelo híbrido, que é uma força da nossa equipe. Além disso, deixamos evidente durante os processos a nossa cultura de desenvolvimento e promoção de talentos internos, o que é uma importante alavanca para nosso pilar de employee experience”, afirma Fabiana.

4 - Humanização da liderança

Já de acordo com Carine Roos, especialista em gênero, DE&I, Direitos Humanos, CEO e fundadora da Newa, consultoria de impacto social, o pós-pandemia impactou todo o cenário econômico, fazendo com que as empresas adotassem o ‘survival mode’ - operação com modo essencial. Mas mesmo com toda insegurança sobre o futuro e questões de operação, é necessário que os gestores e responsáveis estejam preparados para tratar as seletivas da forma mais humanizada possível.

“Estamos em um cenário em que por mais que a pessoa seja qualificada e tenha não só experiência profissional, mestrado, às vezes doutorado, recebe negativas das aplicações. Além da conscientização dos líderes e gestores, principalmentes dos gestores de RH, a minha dica é também para os candidatos: trabalhe a sua resiliência interna, compreendendo que não é sobre você, mas tenha clareza que vivemos em um contexto e mercado diferente para aprovação das candidaturas”, explica Carine.