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Equidade de gênero: Metade das iniciativas empresariais estão atrasadas ou indefinidas

Dados do ManpowerGroup destacam a necessidade urgente de mais representatividade feminina no mercado global

  • Foto do(a) author(a) Da Redação
  • Da Redação

Publicado em 16 de julho de 2024 às 09:00

Metade das iniciativas de equidade de gênero das empresas estão atrasadas ou ainda não foram definidas corretamente
Metade das iniciativas de equidade de gênero das empresas estão atrasadas ou ainda não foram definidas corretamente Crédito: Shutterstock

Há muito tempo as mulheres são um grupo sub-representado na força de trabalho mundial. Para cada 100 homens que passam de um cargo operacional para uma posição de gerência, por exemplo, apenas 87 mulheres são promovidas, segundo a pesquisa Women in the Workplace, da McKinsey. Além disso, só 5,8% das empresas na lista Fortune 500 Global — ranking da revista Fortune que reúne as 500 maiores corporações do mundo — têm hoje mulheres como CEOs.

Apesar de ainda ganharem 21% a menos que os homens, elas estão em busca de melhores oportunidades: no Brasil, 21,3% das mulheres com mais de 25 anos têm ensino superior; já entre os homens, o índice fica em 16,8%, segundo dados do IBGE. A pesquisa da McKinsey revelou também que cerca de 80% das profissionais querem ser promovidas e, quando falamos apenas das mulheres negras, esse número chega a 88%.

Porém, isso não deve ser um movimento somente delas. É preciso que as empresas comprem essa “briga” — e as organizações ainda têm um longo caminho a percorrer. Dados recentes do ManpowerGroup mostram que, globalmente, metade das iniciativas de equidade de gênero das empresas estão atrasadas ou ainda não foram definidas corretamente. No Brasil, apenas 36% dos empregadores pesquisados acreditam estar no caminho certo para alcançar a equidade de gênero.

Para a especialista Wilma Dal Col, diretora de Gestão Estratégica de Pessoas no ManpowerGroup Brasil, ampliar a conscientização e as conversas sobre equidade de gênero nas companhias exige mudanças que precisam começar “pelo topo” – pelos líderes e profissionais de RH. “É essencial que as empresas atuem com um papel relevante neste processo, não só identificando o problema, mas construindo iniciativas institucionais para solucioná-los”, comenta a especialista.

Para aumentar a diversidade no mercado, 40% dos empregadores brasileiros estão investindo em programas de desenvolvimento de lideranças; 34%, no desenvolvimento de uma cultura organizacional inclusiva; e 31%, na promoção de políticas de trabalhos flexíveis, segundo o estudo do ManpowerGroup.

Além disso, no Brasil, 70% dos empregadores acreditam que a equidade de gênero está sendo apoiada pelo avanço da tecnologia; 75% afirmaram que a tecnologia permite mais flexibilidade e, consequentemente, mais equidade; 76% concordam que os talentos de TI estão se tornando mais diversos; e 67% afirmam que a Inteligência Artificial está auxiliando na seleção das pessoas candidatas sem distinção de gênero.

O fato é que, com a atual escassez de profissionais no Brasil (80%) e no mundo (75%), as mulheres vão desempenhar um papel cada vez mais crucial no mercado. “Investir nessas e em outras pautas importantes para a sociedade faz com que as empresas também ganhem. Vale lembrar que o investimento em pessoas impulsiona novas competências e habilidades. E esse é um fator preponderante para que uma estratégia de negócio seja bem-sucedida”, afirma Wilma Dal Col.