Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Passagens aéreas seguem caras e alívio ainda demora no Brasil

Custos dolarizados, petróleo instável e demanda aquecida limitam queda no curto prazo

  • Foto do(a) author(a) Amanda Cristina de Souza
  • Amanda Cristina de Souza

Publicado em 2 de abril de 2026 às 11:48

Passagens mais caras: o impacto do combustível e do dólar no bolso do viajante
Passagens mais caras: o impacto do combustível e do dólar no bolso do viajante Crédito: Inteligência Artificial

Mesmo com algumas tentativas de segurar os preços, as passagens aéreas continuam pesando no bolso dos brasileiros em 2026. Pelos dados do setor, o principal motivo segue ligado ao custo operacional das companhias.

O custo do combustível, especialmente o querosene de aviação QAV, somado a um cenário internacional ainda instável, segue pressionando as tarifas.

Para dimensionar o impacto, o combustível responde por cerca de 30% dos custos das companhias aéreas. Quando ele sobe, parte desse aumento tende a ser repassada ao consumidor.

Nos últimos meses, esse custo foi pressionado tanto pela alta do petróleo quanto pelas oscilações do câmbio, fatores que fogem, em grande medida, do controle interno.

O peso do combustível no preço das passagens

Em abril de 2026, a Petrobras anunciou reajustes no preço do QAV, com variações conforme a região e o tipo de contrato.

O movimento acompanha o mercado internacional de petróleo, influenciado por tensões geopolíticas recentes.

Embora exista um mecanismo de parcelamento desse reajuste, que ajuda a diluir o impacto no curto prazo, a tendência é que, ao longo do tempo, parte desse custo seja repassada às tarifas.

Esse efeito já aparece nos indicadores. Dados do IBGE mostram que o item passagens aéreas acumula alta em 12 meses, com picos em períodos de maior demanda e em rotas específicas.

Por que os incentivos ao setor aéreo ainda não reduziram o preço das passagens

A questão é por que as medidas para conter os preços têm pouco efeito no bolso do consumidor.

Na prática, essas iniciativas esbarram em limitações estruturais. Dados do Banco Central indicam que, embora a política de preços da Petrobras nem sempre acompanhe integralmente o mercado internacional, o que pode gerar algum alívio pontual, isso não resolve os fatores que mantêm os custos elevados.

No caso dos tributos, por exemplo, o impacto tende a ser pequeno. Dados da ANP indicam que a redução pode representar centavos por litro, facilmente anulados por novas oscilações do petróleo, que segue em patamares elevados em 2026.

Dólar e Geopolítica: a pressão internacional que encarece a manutenção das aeronaves

Há ainda um fator decisivo vindo de fora, já que boa parte dos custos do setor aéreo é dolarizada. Variações no câmbio e no preço internacional do petróleo afetam diretamente as despesas das companhias.

A isso se soma a complexidade da carga tributária sobre combustíveis no Brasil, que também limita o alcance de medidas pontuais de alívio.

O que deve acontecer com o preço das passagens nos próximos meses

Com esse conjunto de pressões, projeções do setor indicam que as passagens aéreas devem permanecer em níveis elevados ao longo do ano.

Os reajustes tendem a ocorrer de forma gradual, acompanhando o custo do combustível e a demanda por viagens.

Mesmo com esforços para conter a inflação, o preço das passagens segue fortemente atrelado a variáveis externas.

Esse cenário reduz a capacidade de reação no curto prazo e mantém o transporte aéreo como um dos focos de pressão no custo de vida.

Enquanto o cenário internacional seguir instável e os custos permanecerem vinculados ao dólar, o alívio para o consumidor deve ser lento e pontual, mantendo as viagens aéreas menos acessíveis ao longo de 2026.