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Peixe mais caro na Semana Santa pesa no bolso do brasileiro

Custos de ração, frete e dólar mantêm preços altos e limitam oferta nos mercados

  • Foto do(a) author(a) Matheus Marques
  • Matheus Marques

Publicado em 31 de março de 2026 às 10:08

Alta nos insumos e pressão no transporte sustentam valores elevados em 2026
Alta nos insumos e pressão no transporte sustentam valores elevados em 2026 Crédito: Ilustração/IA

O consumidor que planeja o cardápio da Semana Santa em 2026 encontrará um cenário de preços pressionados, refletindo um efeito dominó que começa muito antes de o produto chegar ao gelo do supermercado. Apesar de uma estabilidade maior em comparação aos saltos bruscos vistos em 2025, o peixe mantém uma trajetória de alta que acompanha o custo de vida.

Esse fenômeno acontece porque a estrutura que sustenta a criação de peixes no Brasil, a chamada aquicultura, ainda lida com gastos elevados na produção de espécies populares como a tilápia e o tambaqui, onde a alimentação dos animais representa a maior parte da conta final.

Mercados e Feiras Municipais montam cronograma especial para Semana Santa em Salvador por Jefferson Peixoto / Secom PMS

O peso da logística e das importações

A realidade do mercado nacional de pescados é ditada pela distância e pela dependência do que vem de fora. O transporte rodoviário, castigado pelos custos de manutenção e do combustível, encarece o produto que sai das fazendas de peixe ou do litoral em direção às grandes cidades.

No topo da pirâmide de preços, itens como o salmão chileno e o bacalhau norueguês seguem reféns das variações do dólar, consolidando-se como opções de luxo. Essa dinâmica impede que qualquer alívio visto em outras carnes chegue ao setor de pescados, forçando os lojistas a trabalharem com estoques limitados para evitar prejuízos.

Resiliência do setor e as expectativas para o ano

Mesmo com o orçamento das famílias apertado, o setor produtivo demonstra otimismo quanto ao volume de vendas no período da Quaresma. A expectativa é de um crescimento real em relação ao ano passado, impulsionado por estratégias de compra antecipada que tentam segurar os repasses mais agressivos para o consumidor.

Para o restante de 2026, a tendência aponta para preços estacionados em um patamar alto. A Semana Santa funcionará como o termômetro definitivo para medir se o brasileiro vai manter o peixe no prato ou se a proteína ficará restrita apenas aos dias de tradição religiosa por uma questão de bolso.

Tags:

Brasil Peixe Economia