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Agência Correio
Publicado em 9 de fevereiro de 2026 às 08:00
Olhe para o céu noturno e perceba que a Lua não está exatamente onde costumava estar no passado. Ela se afasta de nós cerca de 3,8 centímetros a cada ano, alterando o equilíbrio do planeta. >
O distanciamento ocorre devido a uma troca constante de energia entre os dois corpos celestes. A fricção oceânica faz com que a rotação da Terra perca força gradualmente ao longo dos muitos séculos.>
Lua
A Lua tenta puxar as águas de volta, mas esse esforço acaba gerando momento angular para subir. Dessa forma, o satélite ganha o impulso necessário para flutuar em uma órbita cada vez mais alta.>
Há bilhões de anos, a realidade do nosso mundo era completamente diferente da que conhecemos hoje. A Lua estava a apenas 270 mil quilômetros de distância, muito mais perto do que se encontra atualmente.>
Naquela época, a Terra completava quase duas rotações no tempo de hoje. Portanto, tudo girava de forma veloz, resultando em dias que não chegavam nem perto das vinte e quatro horas que temos agora.>
A velocidade desse afastamento não segue um padrão fixo e depende da geografia terrestre. A configuração atual das massas de terra favorece marés que amplificam a perda de energia em certas regiões específicas.>
Mudanças no clima também desempenham um papel relevante nesse cenário de transformações globais. O degelo dos polos redistribui o peso do planeta, afetando o modo como a Terra lida com sua própria rotação.>
Apesar de o afastamento ser um fato medido com lasers, não há motivo para preocupação imediata. É muito difícil que o satélite consiga escapar totalmente da atração gravitacional exercida pela nossa massa terrestre.>
O Sol se transformará em uma gigante vermelha muito antes de qualquer adeus lunar definitivo. Isso deve acontecer depois de bilhões de anos, alterando o destino de todo o sistema solar de forma permanente.>