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Fim do Gympass? Academias de bairro rompem com plataformas e tendência cresce no país

Pequenos negócios alegam repasses baixos e mudanças contratuais; em Salvador, box de crossfit relata queda inicial de alunos e recuperação gradual

  • Foto do(a) author(a) Esther Morais
  • Esther Morais

Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 08:00

Academias deixam Gympass e TotalPass e movimento se espalha pelo Brasil, incluindo Salvador
Academias deixam Gympass e TotalPass e movimento se espalha pelo Brasil, incluindo Salvador Crédito: Shutterstock

“A partir de janeiro de 2026 não aceitaremos mais GYMPASS (Wellhub) e TOTAL PASS em nossa unidade.” O comunicado divulgado por uma academia de boxe em Goiânia resume uma tendência que vem ganhando força em várias regiões do Brasil - e que já chegou a Salvador. Academias e estúdios têm decidido encerrar ou restringir o uso de benefícios corporativos como Gympass (atual Wellhub) e TotalPass, alegando inviabilidade financeira para pequenos negócios.

Segundo empresários do setor, o principal problema está no valor repassado por aluno, considerado baixo diante dos custos operacionais. Diferente das grandes redes, academias de bairro precisam arcar com aluguel, energia elétrica, manutenção de equipamentos, salários de professores, limpeza e encargos trabalhistas, sem a mesma capacidade de diluir despesas em grande escala.

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Em Salvador, um empresário do segmento conta que o convênio chegou a ser viável no passado, mas se tornou insustentável após mudanças nas regras de repasse. O último reajuste havia ocorrido em 2023. Em 2025, após meses de negociação, a proposta apresentada previa um aumento no repasse, acompanhado de descontos progressivos conforme o número de check-ins, o que, na prática, poderia resultar em redução de até 15% no valor recebido. “Isso significaria receber, em 2026, menos do que em 2023”, afirma.

Diante do cenário, a academia optou por restringir o uso do benefício aos fins de semana. Nos primeiros 20 dias, houve queda de cerca de 30% na frequência, mas, segundo o gestor, o público vem se recompondo gradualmente. A expectativa é de recuperação total até março. “A reação dos alunos variou, mas a maioria entendeu e migrou. Houve quem saísse, mas o saldo foi positivo e nos deixou mais otimistas”, afirma.

“Faço crossfit três vezes na semana, natação uma vez, musculação duas, boxe uma, calistenia duas vezes e yoga aos domingos”, disse por Reprodução/Redes Sociais

O movimento não é isolado. Em 2025 e 2026, outras academias pelo país anunciaram decisões semelhantes. A Panobianco Academia encerrou a parceria com a TotalPass após disputas judiciais, enquanto a rede Velocity se desconectou da Wellhub por questões contratuais e por optar por outros modelos de plano. 

Entre os alunos, as opiniões se dividem. Parte acredita que as academias podem perder clientes ao deixar os benefícios corporativos. Outros defendem que, se mais estabelecimentos cancelarem os convênios, o poder de negociação pode se inverter a favor dos pequenos negócios.

Para os proprietários, a decisão não representa rejeição à tecnologia ou aos programas de bem-estar corporativo, mas uma medida de sobrevivência. “O mercado está cada vez mais competitivo e desigual entre pequenos negócios e grandes redes”, resume o empresário. “Manter esses convênios, nas condições atuais, significa operar no prejuízo.”

A reportagem procurou o Gympass e TotalPass para ter um posicionamento sobre as reclamações, mas não recebeu retorno até a última atualização da matéria. O espaço segue aberto. 

Tags:

Academia