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Agência Correio
Publicado em 29 de agosto de 2025 às 08:20
Escolher o andar certo na hora de reservar um hotel pode fazer toda a diferença para sua segurança durante uma viagem. Quem dá a dica é uma ex-agente do FBI e da CIA, que compartilhou estratégias simples e eficazes para hospedagens mais protegidas. >
Além de evitar aluguéis particulares — considerados "extremamente perigosos" —, a especialista recomenda andares específicos que equilibram acessibilidade em emergências e proteção contra invasões.>
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E não para por aí: rastrear malas, avisar familiares sobre o itinerário e reforçar a tranca do quarto são alguns dos hábitos que ela incorporou após anos de missões internacionais.>
De acordo com Tracy Walder, ex-agente do FBI e da CIA, quartos entre o terceiro e o sexto andar são ideais. Eles ficam baixos o suficiente para permitir uma saída rápida em caso de incêndio ou emergência — e altos o suficiente para dificultar a entrada de invasores pelo térreo.>
Ela explica: "Quando se trata do nível do chão, há duas coisas — a primeira é a entrada. Normalmente, alguém que está tentando causar danos vai pelo caminho mais fácil possível, que seria entrar pelo primeiro andar, pois é o mais acessível". >
Andares muito altos, como o 20º ou 21º, também devem ser evitados, já que a evacuação se torna mais difícil.>
Assim que chega ao quarto, Walder reforça a segurança: tranca a porta, usa o ferrolho e ainda recorre a um batente para um "nível extra de segurança". >
Essa precaução vale principalmente porque funcionários do hotel têm chave de acesso — e incidentes, ainda que raros, podem acontecer.>
"Meu marido, Ben, 44, me provoca por isso e, embora seja improvável que alguém invada o seu quarto, a realidade é que os funcionários do hotel têm um cartão-chave para entrar no seu quarto", comenta.>
Para ela, plataformas de aluguel por temporada representam risco. "Você está realmente depositando sua confiança em alguém que você não conhece para ficar em sua casa", afirma. >
"Você também não sabe quem está escrevendo essas avaliações". Por isso, prefira hotéis com reputação consolidada e políticas de segurança claras.>
Outra dica valiosa é usar dispositivos de rastreamento, como Air Tags, na mala e até em pulseiras para crianças. Walder também sempre informa seu itinerário detalhado para familiares — assim, alguém sempre sabe onde ela está e pode agir rápido, se necessário.>
Tracy adotou esses hábitos após uma missão confidencial no exterior que a deixou em situação de vulnerabilidade. >
"Eles se recusaram a me tirar do primeiro andar quando eu estava trabalhando uma vez, então comecei a colocar toalhas embaixo da porta", relembra. Desde então, não abre mão de suas precauções.>