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Com ingressos esgotados, Alinne Rosa estreia show intimista no Rio Vermelho e transforma palco em confissão musical

Cantora apresenta nesta quarta (13), na Casa de Mãe, um repertório entre MPB, canções autorais e memórias afetivas longe da lógica dos trios elétricos

  • Foto do(a) author(a) Heider Sacramento
  • Heider Sacramento

Publicado em 13 de maio de 2026 às 13:48

Alinne Rosa lança especial acústico com músicas inéditas e releituras no WE4Sessions
Alinne Rosa estreia a turnê intimista “Pergunte ao Rio Vermelho Quem Sou” Crédito: Reprodução/Instagram

Durante anos, a imagem de Alinne Rosa esteve ligada ao excesso dos grandes palcos. Trios elétricos atravessando avenidas lotadas, refrões acelerados e o Carnaval em estado máximo ajudaram a consolidar a artista como um dos nomes mais populares do axé contemporâneo. Agora, a cantora baiana decide operar no sentido oposto. Nesta quarta-feira (13), às 21h, ela estreia em Salvador a turnê “Pergunte ao Rio Vermelho Quem Sou”, espetáculo concebido para aproximar artista e plateia em uma experiência mais íntima.

Os ingressos para a primeira apresentação, na Casa de Mãe, no Rio Vermelho, estão esgotados.

A mudança de escala não parece casual. Depois de um Carnaval em que apostou em uma espécie de viagem pela música brasileira, homenageando nomes como Gal Costa, Rita Lee e Ney Matogrosso, Alinne leva agora essa mesma lógica para um formato mais contido, quase confessional. O repertório atravessa artistas que moldaram sua formação musical, como Caetano Veloso, Djavan, Maria Bethânia e Cazuza, enquanto abre espaço para músicas autorais e faixas inéditas.

“Esse show conversa muito com o que apresentei no Carnaval, que foi uma viagem pelo Brasil. Essas pessoas estão no repertório porque fazem parte da minha vida em algum momento. Então, esse show é quase uma confissão para quem quiser me conhecer mais”, diz a cantora.

Alinne Rosa por Reprodução/Instagram

A palavra “confissão” aparece mais de uma vez quando Alinne fala sobre o projeto. Não por acaso. O espetáculo nasce justamente da vontade de abandonar, ainda que temporariamente, a grandiosidade que acompanha sua trajetória desde os tempos de trio elétrico. Em vez da catarse coletiva típica do Carnaval, ela procura agora um ambiente de troca mais direta, sustentado pela proximidade física e emocional.

“Eu sempre quis fazer um show assim. Frequento muito o Rio Vermelho e desejava estar nesse lugar quando via outros artistas fazendo apresentações mais intimistas. Existe uma necessidade minha de cantar coisas mais do fundo do coração, olho no olho”, afirma.

O movimento coincide com uma transformação mais silenciosa em sua carreira. Nos últimos trabalhos, Alinne passou a ocupar um espaço menos associado apenas à intérprete e mais ligado à criação. Lançou o álbum autoral “As Canções Que Eu Fiz Pra Ela”, participou do projeto We4Sessions e se aproximou da produção musical.

“Estou num momento de mostrar tudo o que tem dentro de mim. Tem pouco mais de um ano que comecei a colocar minhas composições para o mundo. São coisas que não dá para mostrar num palco de axé, coisas mais profundas”, conta.

Em Salvador, a turnê ainda terá apresentações nos dias 20 e 27 de maio. A estreia desta quarta, no entanto, carrega um simbolismo particular. Pela primeira vez, Alinne transforma o Rio Vermelho, bairro que atravessa diferentes momentos de sua trajetória, em centro da própria narrativa artística. O bairro deixa de funcionar apenas como cenário. Vira parte da linguagem do espetáculo.

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Alinne Rosa