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Essa tecnologia criada para a 2ª Guerra Mundial mudou a forma como você ouve música para sempre

Dispositivos de criptografia sonora lentamente evoluíram para tecnologias fonográficas modernas, como o auto-tune

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Foto do(a) author(a) Luiz Dias
  • Agência Correio

  • Luiz Dias

Publicado em 13 de abril de 2026 às 17:00

Artistas como a banda Daft Punk e o cantor Lil Wayne, utilizam tecnologias sonoras derivadas da WW2
Artistas como a banda Daft Punk e o cantor Lil Wayne, utilizam tecnologias sonoras derivadas da WW2 Crédito: Chris Allmeid / Imperial War Museums / Sony Music Entertainment / Wikimedia Commons

Mesmo que tenha sido um dos períodos mais desumanos da história da humanidade, a Segunda Guerra Mundial acabou por incentivar o desenvolvimento de diversas novas tecnologias, e, dentre elas, está uma utilizada em larga escala no mercado da música: o autotune.

Os protótipos que levaram ao desenvolvimento dessa técnica de modulação vocal eram utilizados como ferramentas de criptografia e contraespionagem por oficiais militares. Porém, a distorção que antes era utilizada para tornar informações ininteligíveis agora é usada para fazer música.

Com a tecnologia, dá para comandar diversos ambientes da casa (Imagem: Kitreel | Shutterstock) por Imagem: Kitreel | Shutterstock

Os primórdios do autotune

Durante o auge da guerra, o sigilo nas comunicações era imprescindível, e diversas táticas foram implementadas para ocultar informações sensíveis, como movimentações de tropas ou recursos. Dentre as tecnologias desenvolvidas estava o SIGSALY.

Esse dispositivo atuava nas transmissões de rádio, convertendo as vozes em algo robótico, semelhante a um ruído digital. Esse ruído, na verdade, era uma espécie de código criptografado que, após o recebimento, podia ser decodificado com o processo inverso para recuperar os áudios originais.

Os primeiros modelos do dispositivo eram imensos e preenchiam salas inteiras
Os primeiros modelos do dispositivo eram imensos e preenchiam salas inteiras Crédito: Mark Pellegrini / Wikimedia Commons

O decodificador de fala foi uma tecnologia mantida sob segredo por muito tempo, sendo revelada apenas na década de 1970. A partir de então, não demorou muito para que mentes criativas da música percebessem a utilidade do instrumento na composição.

Da guerra ao entretenimento

Com o fim da guerra, a tecnologia começou a ser desenvolvida para outros usos, sendo reformulada em outros modelos. Um dos sucessores espirituais do SIGSALY que merece menção é o vocoder, que começou a gerar os primeiros sons semelhantes a sintetizadores e teclados.

Essa nova linha de atuação dos dispositivos passou a adotar notas musicais mais intensas, e sua primeira implementação notória ocorreu com a banda alemã de eletrônica Kraftwerk. O grupo começou a aliar a distorção a uma estética futurística, vozes robotizadas e hibridização com gêneros populares dos anos 1970, como o disco.

Correção e estilo

Grupos como o Kraftwerk já começaram a usar a distorção como forma estilística desde 1970, porém foi em 1997 que a indústria começou a utilizá-la para correções nos vocais de seus artistas.

Os primeiros modelos do que viria a ser conhecido como autotune eram capazes de distorcer as ondas sonoras para torná-las mais afinadas e alinhadas com o que se esperava da canção, tornando possível a edição vocal. Dessa forma, surgiram softwares capazes tanto de corrigir quanto de distorcer.

Atualmente, o uso de autotune e similares é amplamente difundido na indústria fonográfica, como aponta a empresa do ramo iZotope. Sua aplicação principal é focada na correção de vocais, mas não é a única.

Gêneros musicais como o trap e o phonk são conhecidos por utilizar massivamente técnicas de autotune por razões estilísticas. Fora desses gêneros, existem artistas que também usam a técnica como assinatura, como é o caso da dupla futurística Daft Punk.

Tags:

Música História