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Exame de sangue criado no Brasil detecta câncer de mama com 95% de precisão antes de qualquer sinal

Teste com alta precisão pode antecipar o diagnóstico e mudar o rastreamento da doença

  • Foto do(a) author(a) Bianca Hirakawa
  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Bianca Hirakawa

  • Agência Correio

Publicado em 8 de abril de 2026 às 16:52

Tecnologia simples e menos invasiva abre caminho para alcançar milhões de mulheres
Tecnologia simples e menos invasiva abre caminho para alcançar milhões de mulheres Crédito: Pexels

Essa possibilidade já começa a se tornar realidade com uma descoberta feita por cientistas brasileiros. Pesquisadores desenvolveram um teste capaz de identificar sinais do câncer de mama por meio de uma simples coleta de sangue, com cerca de 95% de precisão nos estágios iniciais da doença.

A tecnologia funciona a partir da análise de biomarcadores presentes no sangue, pequenas alterações moleculares que indicam a presença de células tumorais no organismo. Diferente dos exames tradicionais, como a mamografia, o método não depende de equipamentos complexos e pode ser menos invasivo, o que amplia o acesso ao diagnóstico.

Câncer de mama por Shutterstock/Reprodução

Um avanço que pode antecipar o diagnóstico

O principal diferencial do exame está na detecção precoce. Segundo os pesquisadores, essas alterações no sangue podem ser identificadas antes mesmo de o tumor aparecer em exames de imagem, o que pode acelerar o início do tratamento.

Na prática, isso significa aumentar as chances de cura. Quando o câncer de mama é descoberto no início, os índices de sucesso no tratamento são significativamente maiores, o que reforça a importância de métodos que facilitem o rastreamento da doença.

Mais acesso, menos barreiras

Outro ponto importante é o alcance. Enquanto a mamografia exige estrutura hospitalar e equipamentos específicos, o exame de sangue pode ser realizado em diferentes locais, inclusive em regiões com menor acesso à saúde.

Isso abre caminho para que mais mulheres tenham acesso ao diagnóstico, especialmente em áreas afastadas dos grandes centros. A ideia dos pesquisadores é que o teste funcione como uma triagem inicial, indicando quem precisa de exames complementares.

Complementar, não substituto

Apesar dos resultados promissores, o exame não substitui a mamografia. A proposta é que ele atue como uma ferramenta complementar, ajudando a identificar casos suspeitos com mais rapidez e direcionar o atendimento.

O teste ainda passa por etapas de validação e pode, no futuro, ser incorporado ao sistema público de saúde, ampliando o acesso ao rastreamento no Brasil.

Tags:

Câncer de Mama Ciência